CHMT reabre unidade de cuidados cardíacos em Abrantes e anuncia investimentos de 8.4 milhões para as três unidades hospitalares. Foto: mediotejo.net

Na presença do presidente da Câmara de Abrantes, do diretor interino do Serviço de Cardiologia e de profissionais de saúde daquele serviço hospitalar, o administrador do centro hospitalar destacou a importância do momento, três anos depois da UCICI ter sido encerrada por força da covid-19, e anunciou uma série de projetos de investimento para um centro hospitalar que agrega os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas.

“É, de facto, um marco relevante, porque assinala a fase de recolocação de toda a atividade do pós covid-19 nos três hospitais do CHMT”, afirmou Casimiro Ramos, tendo o gestor lembrado a necessidade de “deslocalizar serviços entre unidades” hospitalares “para ter o hospital de Abrantes dedicado praticamente à covid” e que “faltava um único serviço voltar à normalidade”: a Cardiologia.

CHMT reabre unidade de cuidados cardíacos em Abrantes e anuncia investimentos de 8.4 milhões para as três unidades hospitalares. Foto: mediotejo.net

“Tal passava por, em Abrantes, ser reaberta a Unidade de Cuidados Intensivos de nível 2 – Cardíacos, que tinha sido também encerrada em 2019 por força da covid-19”, salientou, o que agora sucedeu. Nos últimos três anos, recordou ainda, “os doentes mais críticos tinham de ser transportados para uma outra unidade, nomeadamente para o Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, para que pudessem ser tratados na Unidade de Cuidados Intensivos”.

VIDEO | REABERTURA UNIDADE CUIDADOS INTENSIVOS CARDÍACOS:

Naquele dia, e assim que terminasse a cerimónia de reabertura da UCIC, três doentes estavam prontos a ocupar ali os seus lugares, evitando assim a deslocalização para outras unidades hospitalares.

Centro Hospitalar Médio Tejo reabriu unidade de cuidados cardíacos e fechou ‘ciclo covid-19’. Foto: mediotejo.net

“Os doentes cardíacos com mais de 65 anos representam cerca de 9% das intervenções cirúrgicas [no CHMT], e a nossa população […] necessita de uma resposta com duas vertentes importantes e que passam por uma resposta ao doente crítico em Abrantes, com os cuidados intensivos cardíacos também em Abrantes e com as intervenções programadas em Torres Novas”, acrescentou, relativamente à estratégia adotada para um serviço que, sendo agora dirigido por José Linder, quer aumentar o nível assistencial, avançar para novos projetos e, em conformidade, continuar a reforçar os recursos humanos na Cardiologia.

Segundos os dados fornecidos pelo CHMT, em 2022 foram realizadas 363 cirurgias cardíacas (1,3 por dia útil), 6.986 consultas da especialidade (28 por dia útil) e 27.000 exames (MCDT – meios complementares de diagnóstico) da especialidade, dos quais 21.000 eletrocardiogramas.

A UCIC agora reativada dispõe de seis camas e conta com o suporte de uma equipa multidisciplinar, que integra em permanência, 24 horas por dia, médicos cardiologistas, enfermeiros e assistentes operacionais.

Equipa do centro hospitalar reabriu unidade de cuidados intensivos cardíacos em Abrantes. Foto: mediotejo.net

Centro Hospitalar do Médio Tejo com “maior orçamento de sempre” em 2023

O Centro Hospitalar do Médio Tejo vai ter, em 2023, “o maior orçamento de sempre”, subindo dos 113 milhões de euros de 2022 para 126 milhões de euros, 8,4 milhões dos quais destinados a investimento, disse o presidente do Conselho de Administração do CHMT, Casimiro Ramos.

Casimiro Ramos afirmou que, na unidade de Abrantes, estão em execução a remodelação da consulta externa (1.845.000 de euros) e a remodelação das redes de águas (1,1 milhão de euros), está prevista a requalificação da Urgência Geral (2.979.000 de euros), esta última a aguardar pela aprovação do orçamento pela tutela, para adjudicação da empreitada. Para Abrantes está, ainda, prevista a criação de uma sala para cardiologia de intervenção (um milhão de euros), tendo gestor anunciados os projetos previstos para as três unidades hospitalares do CHMT.

Casimiro Ramos, administrador do CHMT, ladeado por José Linder, diretor do Serviço de Cardiologia. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | CASIMIRO RAMOS, ADMINISTRADOR DO CHMT:

No caso de Tomar, afirmou estar em elaboração o projeto de execução para aumento da capacidade de internamento de adultos em psiquiatria e construção de instalações do serviço de pedopsiquiatria, obras de um milhão de euros já aprovadas no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

O serviço de pedopsiquiatria irá ocupar uma área de 650 metros quadrados, com 12 salas de consulta, seis camas para internamento e salas de atividades, estando prevista a criação, para o Serviço de Psiquiatria, de uma horta, disse.

Os outros projetos previstos em orçamento para este ano são a expansão da capacidade laboratorial da Patologia Clínica (850.000 euros), em Tomar, onde o CHMT pretende instalar um Centro de Investigação, e a reativação do Bloco Operatório na unidade de Torres Novas (85.000 euros), acrescentou.

Casimiro Ramos afirmou que o quadro de pessoal do CHMT, aprovado hoje pela tutela, prevê a contratação de mais 83 profissionais, 15 dos quais médicos e 19 enfermeiros.

O administrador do CHMT disse que, na estratégia para este ano, espera avançar com a criação de equipas que envolvam o ACES Médio Tejo, as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e as autarquias, para diminuir a pressão sobre as Urgências.

O objetivo é sinalizar as situações que estão na origem de maior procura, nomeadamente de lares de idosos, sendo intenção estudar a possibilidade de estabelecer protocolos para a prestação de cuidados pré-hospitalares, com apoio de médicos do CHMT, de forma a reduzir a afluência de casos que não são urgentes.

Para os chamados casos sociais, o CHMT está a preparar um protocolo com a Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento, para disponibilização de 10 camas para utentes sem família ou com famílias sem recursos.

Segundo Casimiro Ramos, o CHMT tem uma média de seis a sete casos sociais, alguns dos quais permanecem mais de um mês internados apenas por não terem para onde ir.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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