Os presidentes dos três Municípios onde estão instaladas as Unidades Hospitalares do CHMT, que abarca as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, e parte do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, EPE, juntaram-se na terça-feira, dia 3 de março, para uma reunião onde foram abordados vários assuntos e medidas a implementar face ao novo Coronavírus.
Em comunicado, o CHMT dá conta que “desde a primeira hora” que o Centro Hospitalar tem estado a acompanhar e a seguir as orientações da Direção Geral de Saúde relativas ao novo Coronavírus, tendo referido que o Plano de Contingência do CHMT, EPE está em “fase de ultimação integrando as sucessivas revisões das orientações emitidas pela DGS e contemplará vários níveis de criticidade”.
No âmbito desta reunião de trabalho, o CHMT dá conta que “desde logo, ficou clara a cooperação e disponibilidade assumidas por Anabela Freitas, presidente da Câmara Municipal de Tomar, Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, e Pedro Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, na total colaboração das suas autarquias no combate a esta situação epidémica, nomeadamente através da disponibilidade de algumas infraestruturas municipais”, caso haja essa necessidade.
Carlos Andrade Costa, presidente do Conselho de Administração do CHMT, EPE, informou sobre os trabalhos em curso relativamente ao Plano de Contingência do CHMT, nas diferentes fases de resposta a esta epidemia, dando conta que para além do Grupo Coordenador Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência a Antimicrobianos, o CHMT, EPE, tem ainda uma equipa Multidisciplinar a acompanhar a evolução da situação do Coronavírus por forma a adaptar estas respostas do CHMT às necessidades que a situação justificar a cada momento.
O CHMT, EPE, criará as zonas de isolamento que forem necessárias e caso se justifiquem, de acordo com as possibilidades físicas existentes nas suas três Unidades Hospitalares.
O CHMT, EPE, tem 22 quartos de isolamento com antecâmara e cerca de 50 quartos individuais, que podem ser de isolamento para doentes contaminados com o novo Coronavírus, se a situação o justificar.
Está, também, prevista a criação de uma base operacional flexível de resposta a situações no domicílio, que serão acionadas em casos específicos. Com esta medida, o objetivo é impedir a deslocação desses eventuais suspeitos às Unidades de Saúde, evitando desta forma o contágio de profissionais de saúde e outros doentes.

O CA do CHMT já havia dado conta à Lusa que o plano de contingência do CHMT “está preparado e será implementado se a situação o justificar e de acordo com os vários níveis de criticidade”, de acordo com as “orientações da Direção-Geral de Saúde”, e com um acompanhamento da evolução da situação do Coronavirus através do “Grupo Coordenador Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência a Antimicrobianos e de uma equipa Multidisciplinar, “por forma a adaptar as respostas do CHMT às necessidades” que a situação venha a requerer.
“O CHMT, EPE, criará as zonas de isolamento que forem necessárias e caso se justifiquem, de acordo com as possibilidades físicas existentes nas suas três unidades hospitalares”, refere, dando conta que o CHMT tem “22 quartos de isolamento com antecâmara e cerca de 50 quartos individuais que podem ser de isolamento para doentes contaminados com o novo Coronavirus, se a situação o justificar”.
O CHMT refere ainda dispor de equipamentos de proteção individual para os profissionais de saúde que contactem com eventuais doentes contaminados pelo novo Coronavírus.
O surto de Covid-19, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou cerca de 3.200 mortos e infetou mais de 93 mil pessoas em 78 países, incluindo cinco em Portugal.
Das pessoas infetadas, cerca de 50 mil recuperaram.
Além de 2.983 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas.
Um português tripulante de um navio de cruzeiros está hospitalizado no Japão com confirmação de infeção.
Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou cinco casos de infeção, dos quais quatro no Porto e um em Lisboa.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.
