O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) destacou o seu desempenho a nível nacional na redução na Mediana do Tempo de Espera para Cirurgia, tendo a lista de inscritos em Cirurgia sido reduzida em 10% em 2018, face ao ano de 2017, apresentando no final do ano 3.706 doentes a aguardar cirurgia.
Estes dados surgem no Relatório Anual de acesso a cuidados de saúde nos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde, (SNS), da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), IP, e “espelham ainda que, no âmbito da Região de Lisboa e Vale do Tejo, o Centro Hospitalar do Médio Tejo é o hospital público com melhor desempenho na Mediana do Tempo de Espera, com o valor de referência de cerca de três meses, o que representa uma redução de 14% em 2018 face ao ano anterior”.
No registo de acesso relativo a doente operado padrão, o CHMT, EPE, apresenta no ano de 2018 um total de 6.579 doentes, o que representa um aumento de 2,8% de doentes padrão operados, com uma Mediana de Tempo de Espera de 3,4 meses, pode ler-se na mesma informação, números que, para o CHMT, “refletem o crescente acesso aos cuidados de saúde e a dinâmica de qualidade visíveis no desempenho assistencial” do Centro Hospitalar do Médio Tejo, EPE.
A ministra da Saúde reconheceu em julho “dificuldades” no combate às listas de espera, mas citou dados de maio indicando que diminuiu em dez mil o número de utentes em espera há mais de um ano.
Marta Temido assumiu estas posições após ter participado na IV Cimeira Luso Moçambicana, que decorreu no Palácio Foz, em Lisboa, depois de confrontada pelos jornalistas com dados que indicam um elevado crescimento das listas de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS), sobretudo no que diz respeito a cirurgias.
A ministra disse que os números são já conhecidos pelo Governo, referiu que houve uma alteração dos tempos definidos como tempos de resposta e apontou que há mais doentes a utilizarem o SNS.
“E o SNS, nestes quatro anos, mais 600 mil consultas de cuidados de saúde primários, mais 200 mil consultas de cuidados hospitalares e mais 16 mil cirurgias”, sustentou.
Ou seja, de acordo com a titular da pasta da Saúde, o SNS “está a responder em maior volume e em maior quantidade”.
“Este Governo tomou uma medida no sentido de reduzir o tempo de referência para resposta no SNS e, portanto, naturalmente, quando olhamos para os números, sem tomar esse aspeto em consideração, a resposta que lemos do setor é aparentemente menos positiva. Mas o Governo está empenhado – e é o compromisso desta ministra – em reduzir os tempos de espera”, declarou.
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