Os carregadores de carros elétricos em toda a região do Médio Tejo foram desligados por não estarem certificados. Alguns, poucos, chegaram a funcionar, mas tiveram de ser desligados. Nunca mais funcionaram. A maior parte dos carregadores nunca chegaram sequer a ser instalados, apesar de um protocolo assinado em 2017 com os 13 municípios da região, em que estava previsto um carregador público em cada concelho, de forma a promover a “mobilidade inteligente”.
A situação “é lamentável” e “desprestigia a aposta que se quer fazer na descarbonização e na mobilidade elétrica”, afirma o secretário executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT).
“É uma situação lamentável porque ao mesmo tempo que incentivamos a compra de carros elétricos negligencia-se a rede de carregadores para esses mesmos veículos”, disse Miguel Pombeiro ao mediotejo.net, tendo aquele responsável da CIMT feito notar as “inúmeras tentativas, todas elas infrutíferas” de tentar perceber e resolver um processo que resulta de um protocolo assinado em junho de 2017 com a Mobi.E, responsável pela instalação dos postos de carregamento e entidade que gere as transações e a interoperabilidade da rede de carregadores de carros elétricos.
“Os municípios assumiram nesse protocolo o pagamento da ligação do ramal da eletricidade ao carregador elétrico mas a Mobi.E, que gere a plataforma de carregamentos elétricos à escala nacional, poucos postos instalou no Médio Tejo, e o estado atual, que é de inexistência total de carregamentos na região, é da responsabilidade da Mobi.E que nem satisfações nem perspetivas de solução dá”, reiterou Miguel Pombeiro.

“É uma insatisfação total, seja ao nível da CIMT seja ao nível de cada município individualmente, sem resposta a todas as interpelações e diligências efetuadas, e é uma descredibilização de uma prioridade que todos reconhecemos em termos de objetivos nacionais da descarbonização e promoção da mobilidade elétrica”, lamentou, tendo feito notar que a situação “não é exclusiva na região do Médio Tejo”.

A alternativa, neste momento, são os carregadores elétricos que cada um possa ter para carregar a sua viatura elétrica, privados, portanto, prejudicando quem se queira deslocar de outras localidades, tendo em conta a autonomia do próprio veículo, efetuando carregamentos em pontos públicos de abastecimento. Não há informação sobre a entrada em funcionamento dos postos públicos de carregamento elétrico nos 13 municípios da região.
Com uma população na ordem dos 250 mil habitantes, a CIMT é composta pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha.

País de atrasados mentais e corruptos, senão isto não acontecia.