Centro Hospitalar Médio Tejo reabre em Abrantes unidade de cuidados cardíacos e fecha 'ciclo covid-19'. Foto: mediotejo.net

O Bloco de Esquerda (BE) recomendou ao Governo, através de um projeto de resolução entregue na Assembleia da República, o “reforço e a reestruturação do Serviços de Urgências do Centro Hospitalar do Médio Tejo” (CHMT), composto pelos hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas, no distrito de Santarém.

No Projeto de Resolução, a que a Lusa teve hoje acesso, o grupo parlamentar do BE refere que “nos últimos anos, e em diversos momentos, a Urgência Médico-Cirúrgica do Hospital de Abrantes (…) entrou em rotura”, solicitando ao Governo que “assegure que os três polos do Centro Hospitalar do Médio Tejo dispõem de serviços de urgência médico-cirúrgica, de medicina interna, de cirurgia e de pediatria, com recursos necessários para o seu normal funcionamento e com suficiente capacidade de resposta”

No documento, o BE lembra que “a reorganização do Centro Hospitalar do Médio Tejo, em 2012, levou a uma substancial redução das valências existentes em Torres Novas e em Tomar e à concentração de serviços no polo de Abrantes”, razão pela qual pede ao Governo que “assegure o alargamento das valências disponíveis nos hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo e o reforço dos respetivos quadros de pessoal, contratando os profissionais em falta”.

O grupo parlamentar do BE lembra ainda que o CHMT “serve polos urbanos muito distantes dessa única urgência médico-cirúrgica, em Abrantes, e com três unidades unidas por uma rede viária que só assegura ligações rápidas através de SCUTs (portajadas)”, solicitando ao Governo, nesse sentido, que “garanta o transporte gratuito entre as várias unidades do centro hospitalar aos utentes que tiveram alta em unidade diferente daquela em que deram entrada, para que nenhum utente fique deslocado depois de alta hospitalar, exceto por opção do próprio”.

Agência de Notícias de Portugal

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