Plataforma Supraconcelhia Médio Tejo reúne e apresenta vários trabalhos em curso. Foto: CIMT


O secretário intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Jorge Simões, revelou que foi aprovada uma candidatura do Portugal Inovação Social em que a CIM é investidora social e onde se vai trabalhar a questão do desemprego jovem, sendo o Tagusvalley, em Abrantes, o principal executor.

O responsável falava durante uma reunião da Plataforma Supraconcelhia Médio Tejo, no dia 29 de novembro, na sede da CIM Médio Tejo, em Tomar, onde juntou os representantes do Instituto da Segurança Social, municípios e outros parceiros que trabalham no âmbito social.

Jorge Simões, num balanço das atividades no âmbito social, referiu ainda a execução de uma estratégia de comunicação e divulgação dos Espaços M (Projeto Maria III) e da RAP – Resposta de Apoio Psicológicos para crianças e jovens vítimas de violência doméstica do Médio Tejo.

O secretário intermunicipal salientou também duas decisões tomadas no último Conselho Intermunicipal, dando conta que foi deliberado continuar a apoiar a resposta existente no âmbito da Saúde Mental, tendo sido também deliberado proceder à assinatura da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza e à realização de um fórum local sobre esta temática, a realizar até maio de 2025.

Por último, o responsável evidenciou ainda a submissão de uma candidatura ao FAMI (Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração) no âmbito da elaboração de Planos Municipais para a Integração de Migrantes.

Em representação da CIM Médio Tejo, o presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, saudou a nova diretora do Centro Distrital de Santarém do Instituto da Segurança Social, Paula Carloto, o professor e especialista nestas matérias, Rogério Roque Amaro, como também os vários representantes dos municípios e instituições parceiras.

Paula Carloto apresentou o projeto FICA – Frente para a Integração das Comunidades Apoiadas, endereçando o convite à CIM Médio Tejo para ser parceira num projeto que tem como pretensão integrar as comunidades migrantes na sociedade portuguesa e na vida profissional. Foi ainda apresentado o Programa de Acolhimento Familiar, já em execução, e o Programa – Cartões Sociais, ainda em fase piloto.

A reunião desta plataforma incluiu um debate acerca da cooperação interinstitucional para a integração de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Na ocasião, procedeu-se à análise do Plano Intermunicipal de Desenvolvimento Social e Sustentável Integrado do Médio Tejo e abordou-se a Estratégia Nacional de Combate à Pobreza.

De referir que a Plataforma Supraconcelhia do Médio Tejo funciona como um espaço privilegiado de debate e análise dos problemas sociais dos concelhos desta região.

Trata-se de uma plataforma que trabalha para uma melhor organização da intervenção, das respostas e dos equipamentos sociais dos concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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