Centro Hospitalar do Médio Tejo lançou aplicação para telemóvel MyCHMT. Foto: DR

O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), com unidades em Abrantes, Tomar e Torres Novas, lançou uma aplicação para telemóvel ou ‘tablet’, a MyCHMT, que visa facilitar a vida dos utentes nas interações com a instituição, tendo alcançado os dois mil subscritores no primeiro mês de funcionamento.

“Até ao momento, temos perto de dois milhares de utilizadores da App. Para já não há nenhum reporte formal de qualquer reclamação de utentes, mas o CHMT está permanentemente em avaliação do funcionamento da app”, disse ao mediotejo.net a administração do centro hospitalar, tendo realçado que que esta é uma “ferramenta de modernização administrativa, fácil e intuitiva”, que “reúne a partir de um dispositivo eletrónico um conjunto muito alargado de informações sobre a saúde do seu utilizador, como o histórico e agenda de consultas, exames ou tratamentos”.

Com dois mil subscritores no primeiro mês em funcionamento, o CHMT afirma acreditar que esta plataforma “vai crescer em número de utilizadores”, dando conta que, nesse sentido, vai “reforçar periodicamente a comunicação sobre a app à medida que forem sendo introduzidas novas funcionalidades”.

“Esta app estará sempre em permanente atualização. Pretendemo-la dinâmica e eficaz, para ir ao encontro das necessidades dos utentes e contribuindo para a modernização administrativa do nosso centro hospitalar. Neste momento, a Informática do CHMT está a parametrizar na app as senhas das consultas externas e, em breve, essa funcionalidade estará disponível”, pode ler-se na resposta enviada a nosso jornal.

Segundo lembra o CHMT, esta aplicação permite “o acesso rápido, gratuito e eficaz a um vasto conjunto de serviços administrativos” do centro hospitalar, como o pagamento de taxas moderadoras ou obter comprovativos de presença para efeitos de justificação de falta junto da entidade patronal.

Informações sobre a instituição, os seus profissionais e a atividade assistencial desenvolvida, bem como indicações sobre a localização e como chegar às três unidades hospitalares do CHMT – localizadas em Abrantes, Tomar e Torres Novas – são outras funcionalidades que estão já disponíveis.

O Centro Hospitalar afirma que serão acrescentadas “novas funcionalidades, como a confirmação de chegada a consultas e exames, sem necessidade de deslocação ao quiosque digital ou aos gabinetes de atendimento presencial”, que, no entanto, “estarão sempre disponíveis para quem não domina as novas tecnologias”.

Para ter acesso à aplicação, basta descarregar gratuitamente o aplicativo, pesquisando na loja Google Play (para modelos Android) ou na App Store (para dispositivos Apple) pela palavra-chave “MyCHMT”. Após esse passo, segue-se a configuração da conta, para a qual é apenas necessário o número de utente e o número de telefone associado ao processo hospitalar.

Feita a sincronização dos dados, o utente passa a ter acesso personalizado e seguro (encriptado), a partir do seu ‘smartphone’ ou ‘tablet’, a uma “carteira digital” de saúde do utilizador.

A utilização da aplicação, acrescenta ainda o centro hospitalar, “permite o acesso, cómodo, sem filas, esperas, ou gastos desnecessários em deslocações, a um conjunto de funcionalidades e informações sobre a sua saúde e processo clínico, como a agenda e histórico de consultas, exames e tratamentos, podendo ser ativadas notificações que alertam o utilizador das datas dos seus compromissos de saúde no CHMT”.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 266 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, a par da Golegã, da Lezíria do Tejo, também do distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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1 Comentário

  1. Não sabia que número de utente de saúde e número de telemóvel eram dados secretos, essa é nova para mim.
    Porque motivo não é feito como no portal SNS? Para aceder tem de ter o cartão de cidadão ou a chave móvel digital, e quanto muito se for estrangeiro ter de utilizar um utilizador e senha específico para ele. Poderiam até ter algo como um portal online onde obter uma determinada chave secreta que em conjunto com o número de utente dava acesso ao portal pela aplicação, para quem não tiver chave móvel digital mas tiver leitor de cartões e cartão do cidadão para aceder online. Não é conveniente, mas mantém os abutres da informação mais longe da mesma, já que não basta de alguma forma ter acesso à informação da pessoa, ou até mesmo do número de telemóvel caso enviem algum código.
    Vale lembrar que as contas em bancos e outros serviços financeiros estão constantemente a ser furtados, porque o sms de verificação não é realmente um método seguro de autenticação, nunca foi, nunca será, não foi desenhado para esse propósito.

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