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Através da publicação de uma nota informativa e de vários cartazes, a Unidade de Saúde Pública (USP) do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo está a apelar à população para tomar conhecimento das principais medidas de prevenção para minimizar os riscos de transmissão e exposição à infeção pelo novo Coronavírus (2019-nCoV).

Também o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) já alertou que qualquer doente que apresente os sintomas de febre, tosse ou dificuldade respiratória e que tenha regressado recentemente da China ou contactado com um doente infetado pelo 2019-nCov deve, em primeiro lugar, contactar a linha SNS24, através do número 808 24 24 24, e deve cumprir as indicações fornecidas por este serviço.

Qualquer pessoa que tenha os critérios acima referidos não deve dirigir-se diretamente a nenhum Serviço de Saúde, sem primeiro contatar a Linha SNS24, através do número 808 24 24 24, refere o CHMT.

A China elevou hoje para 563 mortos e mais de 28 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro), colocada sob quarentena. Nas últimas 24 horas, registaram-se 73 mortes e 3.694 novos casos. A primeira pessoa a morrer por causa do novo coronavírus fora da China foi um cidadão chinês nas Filipinas.

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há outros casos de infeção confirmados em mais de 20 países, tendo o último novo caso identificado na Bélgica na terça-feira.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou em 30 de janeiro uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

O coronavírus causa sinais e sintomas semelhantes ao da síndrome gripal, febre, tosse e dificuldade respiratória, podendo evoluir para uma situação de pneumonia ou outras condições mais graves. As vias de transmissão ainda não são totalmente identificadas, contudo a transmissão via aérea e pessoa a pessoa são as conhecidas.

As medidas de higiene, etiqueta respiratória e de segurança alimentar são as principais medidas de prevenção para minimizar os riscos de transmissão e exposição à doença, tais como:

  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes;
  • Evitar contacto próximo com doentes com infeções respiratórias;
  • Evitar contacto desprotegido com animais selvagens ou de quinta;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir.

Em caso de dúvida ou suspeita contacte a linha SNS 24 – 808 24 24 24 antes de se dirigir a uma unidade de saúde.

Uma emergência de saúde pública internacional supõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial. Esta é a sexta vez que a OMS declara uma emergência de saúde pública de âmbito internacional.

Para a declarar, a OMS considerou três critérios: uma situação extraordinária, o risco de rápida expansão para outros países e a exigência de uma resposta internacional coordenada.

O coronavírus causa sinais e sintomas semelhantes ao da síndrome gripal, febre, tosse e dificuldade respiratória, podendo evoluir para uma situação de pneumonia ou outras condições mais graves. Foto: DR

Os anteriores casos considerados emergência internacional:

O surto do novo coronavírus detetado na China, que causa pneumonias, é o sexto caso considerado como Emergência de Saúde Pública Internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Uma emergência de saúde pública internacional leva à adoção de medidas de prevenção e contenção coordenadas à escala mundial. Para decretar esta situação internacionalmente, a OMS pondera os seguintes critérios: ser uma situação extraordinária, de risco de rápida expansão para outros países e que necessite de resposta internacional coordenada.

Eis os anteriores cinco casos em que a OMS decretou emergência de saúde pública internacional:

– Ébola na República Democrática do Congo – 2019

Em julho de 2019, a OMS decidiu declarar o estado de Emergência Internacional devido à evolução da epidemia de ébola na República Democrática do Congo (RDCongo).

Na altura, a avaliação da OMS indicava que o risco de a epidemia continuar a espalhar-se na RDCongo e na região permanecia “muito alto”, mas o risco de se expandir para fora dessa região era baixo.

Só na quarta reunião do comité de emergência da OMS é que foi decidido declarar emergência internacional, quando o surto de ébola estava ativo desde agosto de 2018.

Quando foi decretada emergência internacional, o surto já tinha provocado quase 1.700 mortos e registava a cada dia 12 novos casos de infeção.

– Ébola na África Ocidental – 2016

A epidemia de ébola, detetada na África Ocidental em março de 2014, foi decretado caso de emergência internacional em agosto desse ano, quando já havia casos registados na Guiné-Conacri, Libéria, Serra Leoa e Nigéria.

Quando a OMS avançou para o estado de emergência de saúde pública internacional, o surto tinha já causado perto de mil mortos, em mais de 1.700 casos de infeção.

A epidemia na África Ocidental acabou por se arrastar entre 2014 e 2016, matando mais de 11 mil pessoas.

– Poliomielite em 2014

O aumento de contágios de poliomielite com registo de casos em mais de dez países levou a OMS a decretar emergência sanitária mundial em maio de 2014.

A decisão foi tomada depois de várias reuniões do Comité de Emergência da OMS, porque os peritos se manifestaram preocupados com contágios pelo poliovírus selvagem, numa altura em que doença tinha sido quase erradicada.

A poliomielite é uma doença grave, mas evitável através da vacinação, sendo que assegurar as vacinas foi aliás na altura uma das recomendações principais da OMS nos países afetados.

Em 2014, as autoridades de saúde constataram casos de contaminação internacional de três dos dez países onde existia poliomielite: na Ásia central (do Paquistão ao Afeganistão), no Médio Oriente (da Síria ao Iraque) e na África central (dos Camarões para a Guiné Equatorial).

– Vírus Zika – 2016

Nos primeiros meses de 2016, foi o vírus Zika que levou a OMS a declarar emergência internacional.

Cerca de 30 países relataram casos de bebés nascidos com malformações relacionados com o vírus Zika e só no Brasil foram mais de 2.100 casos.

O Zika é disseminado principalmente por picada de mosquito, mas o contágio também pode ocorrer através de relações sexuais. Para a maioria dos infetados, os sintomas são febre, urticárias e dores nas articulações.

– Gripe H1N1

Em junho de 2009, a OMS decide declarar estado de pandemia devido à gripe provocada pelo vírus H1N1, subindo o nível de alerta pandémico para o mais elevado, por risco substancial de transmissão.

A nível mundial a pandemia que durou entre 2009 e 2010 terá causado cerca de 284 mil mortos, com uma média etária dos óbitos relativamente baixa, afetando muitas pessoas com menos de 65 anos.

Contudo, comparando com a anterior pandemia de gripe registada, que em 1968 matou cerca de um milhão de pessoas, na pandemia de H1N1 passou-se para um terço da mortalidade.

Portugal também foi afetado em 2009 e 2010 pela gripe H1N1, havendo registo de 124 mortes.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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