Câmara da Barquinha adapta PDM a regras de cheia que considera excessivas. Foto: CMVNB

O presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha estimou hoje que os prejuízos causados pela tempestade Kristin e pelas cheias do Tejo ascendam a “largas centenas de milhares de euros”, classificando a situação como “uma autêntica tragédia”.

“Temos um relatório preliminar com todos os prejuízos elencados, embora ainda não estejam quantificados em valor final. Sofremos aqui um dois em um: primeiro a tempestade, sobretudo a Kristin, e logo depois as cheias. Tornou-se um problema grave para o concelho”, afirmou Manuel Mourato.

Segundo o autarca, os danos mais significativos registam-se na frente ribeirinha, com o cais da Hidráulica e o cais do Castelo de Castelo de Almourol “arrastados pela corrente”, enquanto o cais de Tancos ficou deslocado e com danos estruturais.

No parque ribeirinho em Vila nova da Barquinha há equipamentos infantis destruídos, gradeamentos e mobiliário danificados, além de sucessivos taludes em risco de derrocada e muitas árvores derrubadas um pouco por todo o concelho.

Registam-se ainda prejuízos em equipamentos municipais e património religioso, com infiltrações e danos nos telhados da Igreja da Misericórdia, do Centro Cultural de Tancos e da Igreja Matriz de Atalaia.

Dezenas de habitações foram afetadas pelas cheias, muros privados ruíram e a sinalização rodoviária e turístico-cultural sofreu destruição significativa.

Ao nível das infraestruturas, verificaram-se quedas de postes elétricos, falhas na iluminação pública – entretanto praticamente reposta – e interrupções na Linha da Beira Baixa devido ao extravaso da ribeira do Cardal.

Manuel Mourato manifestou ainda “grande preocupação” com os movimentos de massa na Estrada Nacional 3, devido à chuva intensa e persistentes dos útlimso dias, onde os taludes instáveis se encontram junto à ferrovia.

Pelo efeito conjugado da tempestade, da chuva e das cheias, algumas pessoas foram retiradas preventivamente das suas habitações, devido a derrocadas ou risco estrutural, tendo sido realojadas em lares ou junto de familiares, existindo uma estrutura municipal de retaguarda preparada para responder a novas necessidades.

“Foi uma autêntica tragédia. Nunca vi nada assim no concelho. Vamos ter um trabalho hercúleo para reerguer Vila Nova da Barquinha”, afirmou o autarca, sublinhando que a chuva persistente e a manutenção das cheias continuam a gerar preocupação.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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