Em declarações ao mediotejo.net, Valamatos alertou hoje para a fragilidade da ponte em Casais de Revelhos, a única via principal de acesso à localidade, e garante que técnicos, Proteção Civil e Exército estão a avaliar a situação, estando a circulação cortada a pesados. A Câmara, em conjunto com a União de Freguesias e os bombeiros decidiram já que vão assegurar o transporte, a partir de segunda-feira, aos alunos e residentes até à entrada da aldeia, para, a partir dali, acederem a um autocarro de passageiros que os levará às escolas e à cidade.
A escola do 1º ciclo em Tramagal permanece encerrada temporariamente, enquanto as famílias desalojadas recebem apoio municipal. O presidente da Câmara disse ainda que as obras ainda em curso na ribeira de Rio de Moinhos contribuíram para evitar danos mais graves em habitações e propriedades.

“Uma obra que se veio a manifestar como muito importante, obviamente que não está concluída, mas há uma parte significativa da ribeira que foi requalificada, e foi essa estrutura que permitiu que não tivesse havido mais danos em Rio de Moinhos. Depois de termos resolvido uma obstrução por baixo da ponte da A23, a linha de água começou a correr de forma mais natural.”
No entanto, alertou que ainda há intervenções a realizar naquele curso de água. “É nessa parte que precisamos ainda de intervir, mas o resultado da intervenção feita a montante deu bons resultados. Quer as habitações, quer as propriedades estiveram muito mais protegidas, e por isso queremos continuar a intervenção já a jusante da Ponte da A23.”




O presidente descreveu a situação em Casais de Revelhos como muito preocupante, dado que a ponte é a principal via de acesso à localidade.
“Já estamos com o subcomando regional, com o Exército e com especialistas a avaliar o estado da ponte. É a única ponte de acesso à localidade e estamos a analisar a fragilidade que apresenta. Temos técnicos a tentar avaliar as condições e estamos à procura de soluções para que as pessoas não percam o seu acesso.”

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:
Além do risco estrutural, a chuva intensa acumulou grandes quantidades de água, aumentando o perigo de deslizamentos e dificultando a circulação em estradas alternativas, que são em terra batida e ainda lamacentas devido à intempérie.
“Existe uma estrada que liga ao Projeto Homem e outra que vai às Sentieiras, mas são em terra batida, com lama e muitos quilómetros para percorrer. Precisamos que a ponte volte à sua função normal para garantir a vida normal dos nossos cidadãos.”




O abastecimento de água na localidade também foi afetado, mas a rápida intervenção da autarquia permitiu restabelecer o serviço ao reservatório principal:
“A tubagem foi muito danificada, mas conseguimos fazer a correção e restabelecer o abastecimento. As pessoas nem perceberam que poderíamos ter ficado sem água. Mas a ponte continua a ser uma preocupação e não podemos pôr em risco a vida das pessoas que circulam por ali.”

Técnicos especialistas, Proteção Civil, subcomando regional e Exército estão a trabalhar em conjunto para avaliar a ponte ao pormenor, de modo a encontrar a melhor solução para manter o acesso seguro à localidade, sendo que *a circulação se faz de modo alternado, numa única via, e limitado a viaturas ligeiras.
“Ainda se circula ali com precaução, mas neste momento temos técnicos especialistas a analisar a situação ao detalhe, juntamente com a Proteção Civil e o Exército, para encontrar as melhores soluções que protejam a população e permitam normalizar a circulação”, afirmou Valamatos. A Câmara, em conjunto com a União de Freguesias e os bombeiros vão transportar a partir de segunda-feira os alunos e os residentes para as escolas e trabalho, até à entrada da aldeia, para, a partir dali, acederem a um autocarro de passageiros.

O presidente destacou ainda os três desalojados provocados pela chuva intensa:
“Abrantes teve três pessoas desalojadas devido à chuva que invadiu as suas habitações. Esperamos que a chuva pare para que as pessoas possam voltar à normalidade.”
Além disso, a escola do 1º ciclo em Tramagal sofreu inundações, obrigando ao encerramento temporário:
“Já conseguimos restabelecer as condições mínimas, mas segunda-feira ainda não haverá aulas. Esperamos que na terça-feira tudo volte à normalidade.”
Valamatos frisou que, desde o início da depressão, juntas de freguesia, serviços municipais e Proteção Civil têm estado no terreno para apoiar a população e mitigar os efeitos da intempérie.







“O apelo é que as pessoas tenham bom senso e sigam as orientações das autoridades. Se precisarem de ajuda, podem recorrer a todos os mecanismos de proteção civil, bombeiros, Câmara e juntas de freguesia.”
Até às 11h30 deste sábado, o Comando Sub-Regional do Médio Tejo registava 134 ocorrências relacionadas com a depressão Cláudia, sendo Abrantes o município mais afetado (45 ocorrências), seguido do Sardoal (19), Torres Novas (14), Ourém e Entroncamento (13 cada), Tomar (11), Mação (8), Alcanena e Ferreira do Zêzere (4 cada) e Constância (2). Vila Nova da Barquinha não registou ocorrências.
O comandante sub-regional da Proteção Civil, David Lobato, reforçou que a situação em Abrantes e no Médio Tejo continua a exigir atenção, especialmente nas localidades com pontes e acessos comprometidos.
“Continuamos com trabalho de avaliação e limpeza, e a situação em Casais de Revelhos está a ser acompanhada de perto por técnicos, Exército e Proteção Civil. Só depois poderemos ter dados concretos sobre os danos.”
