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Onze distritos sob aviso amarelo na terça-feira devido à chuva. Foto ilustrativa: Pixabay Credit: Pixabay

A chuva intensa e o vento forte que afetam o país desde a noite de terça-feira estão a causar múltiplas ocorrências em todo o território, com destaque para a sub-região do Médio Tejo, onde a Proteção Civil registou 64 situações até às 11h30 desta quarta-feira, incluindo cortes na linha férrea, lençóis de água, quedas de árvores e várias inundações.

De acordo com o comandante da Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato, a manhã tem sido “um pouco complicada”, com registo de diversas situações provocadas pela forte pluviosidade e vento forte.

“Neste momento estamos a registar até às 11h30, 64 ocorrências na sub-região do Médio Tejo, e em pormenor com 11 quedas de árvores, 32 inundações de superfícies, 4 desobstruções de vias devido à pluviosidade, uma queda de elementos, um desabamento de estruturas, e temos aqui um movimento de massas que tem a ver com a linha da Beira Baixa, que é a situação mais complicada”, explicou o comandante.

A linha ferroviária da Beira Baixa, na zona de Alferrarede, chegou a estar totalmente cortada devido a um movimento de terras, mas a circulação já foi retomada, embora “de forma muito condicionada”.

“Numa fase inicial a linha esteve completamente obstruída, cortada devido ao movimento de terras para a linha, na zona de Alferrarede, mas neste momento já começamos a limpeza e já está a circular, mas de uma forma muito condicionada, portanto ali a 30 km/h no máximo que as composições ferroviárias estão a passar”, detalhou David Lobato.

Além dos problemas na ferrovia, há registo de inundações em habitações, caves e lojas, mas sem danos pessoais.

ÁUDIO | DAVID LOBATO, PROTEÇÃO CIL MÉDIO TEJO:

“Basicamente neste momento é este o panorama, a par de muitos lençóis de água, logicamente, e por isso chamava a atenção para os condutores para a moderação naquilo que é as velocidades, mas neste momento, em termos de vias, é só esta via ferroviária que está condicionada”, acrescentou.

“Temos inundações em algumas habitações, em algumas caves e em algumas lojas, mas danos pessoais não temos nada a registar, felizmente.”

Segundo o comandante, a precipitação tem sido particularmente intensa, com registos de 23 milímetros por hora na zona de Abrantes.

“Foi muita água que caiu nestas últimas horas? Sim, sim. Não consigo contabilizar, mas havia registos aqui na zona da Abrantes de 23 milímetros por hora”, referiu.

Para as próximas horas, mantém-se o alerta e a previsão de mais chuva e vento:

“As previsões para o dia de hoje, pelo menos até às 23h59, que temos o nosso estado de prontidão especial de nível 2 operacional, é que continua a cair bastante chuva e termos aqui alguns fenómenos de vento que podem causar alguns problemas, mais algumas quedas de árvores, algumas quedas de estruturas. Portanto, uma tarde ainda que se prevê meio complicada”, concluiu o responsável.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) já havia alertado para o risco de inundações, cheias e acidentes rodoviários devido à previsão de chuva e vento fortes, trovoadas e agitação marítima entre a tarde de terça-feira e quinta-feira.

A ANEPC adiantou ser expectável a ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas pela acumulação de águas pluviais e pelo transbordo de cursos de água, bem como piso rodoviário escorregadio e arrastamento de objetos provocados por rajadas de vento.

Em todo o território continental, a ANEPC registou 150 ocorrências entre as 00h00 e as 07h00 desta quarta-feira relacionadas com o mau tempo.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) registou, entre as 20h00 de terça-feira e as 08h00 de hoje, cerca de 23 mil raios associados à passagem de uma depressão frontal de forte atividade, tendo emitido avisos amarelos por trovoada para quase todos os distritos do continente.

Também a E-Redes informou que cerca de 25 mil clientes estavam sem eletricidade às 12h00, com 500 operacionais no terreno para restabelecer o fornecimento “assim que as condições atmosféricas melhorem”.

Com a chuva a manter-se intensa e o vento a soprar com força, as autoridades recomendam precaução, evitando deslocações desnecessárias, zonas inundadas e a permanência junto a árvores ou estruturas instáveis.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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