A sub-região do Médio Tejo registou hoje duas dezenas de ocorrências causadas pela depressão Martinho informou fonte da Proteção Civil ao mediotejo.net. De acordo com a mesma fonte, a tempestade causou maioritariamente quedas de árvores e deslizamentos de terra, entre as 00h00 e as 21h00, sendo Abrantes, Torres Novas e Ferreira do Zêzere os municípios mais afetados. O Plano Especial de Cheias no rio Tejo continua ativado no nível amarelo.
Hoje a tempestade Martinho acalmou na região, tendo causado, mesmo assim, alguns estragos e muito trabalho à Proteção Civil, maioritariamente devido a quedas de árvores e deslizamentos de terras. Entre as 00h00 e as 21h00, 62 operacionais foram chamados a intervir em Abrantes (com 6 ocorrências), a Torres Novas (5), Ferreira do Zêzere (4), Ourém (3) e Sardoal (2), tendo sido estes os municípios mais afetados.
Na quinta-feira foram registadas quase uma centena de ocorrências, incluindo danos em infraestruturas. Em Ourém, duas árvores caíram sobre casas, mas sem provocar desalojamentos ou ferimentos, e em Tomar duas árvores caíram sobre quatro automóveis.
O mau tempo que se verificou durante a noite de ontem causou problemas na circulação ferroviária em várias linhas, entre elas no Ramal de Tomar, onde a circulação se fez apenas a partir do Entroncamento, informou a CP – Comboios de Portugal.




O Plano Especial de Cheias no rio Tejo continua ativado no nível amarelo, sendo previsível que o Tejo mantenha os atuais caudais, com oscilações que dependem das descargas nas barragens, portuguesas e espanholas.
Os terrenos estão saturados e estão a ser feitas descargas preventivas, segundo o comandante da protecção civil do Médio Tejo, estando os caudais dependentes, essencialmente, do que vier do lado espanhol.
A região do Médio Tejo é constituída pelos concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.
Ontem, em Santarém, um fenómeno de vento extremo arrancou o telhado de uma casa, forçando um residente a deslocar-se para a casa de familiares.




Portugal continental registou entre as 00:00 e as 18:00 de hoje 858 ocorrências associadas à passagem da depressão Martinho, a maioria por quedas de árvores e estruturas que afetaram sobretudo a Grande Lisboa e a Península de Setúbal.
Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) detalhou à Lusa que a incidência das ocorrências foi na região de Grande Lisboa e Península de Setúbal, com queda de árvores, queda de estruturas e limpezas de via.
As 858 ocorrências registadas hoje juntam-se às 8.600 situações registadas nos últimos dois dias, mais precisamente entre as 00:00 de quarta-feira e as 22:00 de quinta-feira, relacionadas com as condições meteorológicas adversas devido à passagem da depressão Martinho, com chuva, vento e agitação marítima fortes.
Num balanço anterior feito hoje, a autoridade tinha relatado a ocorrência de 185 ocorrências entre as 00:00 e as 12:00.
As 858 ocorrências não contemplam as ocorridas no concelho de Lisboa, que é responsabilidade dos bombeiros sapadores de Lisboa.
A Lusa contactou os sapadores de Lisboa, que remeteram dados para mais tarde, explicando que ainda continuam a ser destacados para ocorrências relacionadas com o mau tempo.
A ANEPC referiu ainda no balanço mais recente que não tem registo de novos feridos.
Entre os feridos associados à passagem da depressão Martinho, destaca-se uma mulher, “com cerca de 30 anos”, que na quarta-feira foi atingida por uma árvore na Lagoa Azul, em Sintra, no distrito de Lisboa, e que se mantém hoje internada com “prognóstico muito reservado”, informou à Lusa fonte da autarquia.
Em resultado do mau tempo, menos de 1.000 clientes fornecidos pela E-Redes – Distribuição de Eletricidade estavam, pelas 19:30 de hoje, sem energia devido aos efeitos do mau tempo, revelou a empresa, depois de um pico de 185 mil clientes afetados a nível nacional, devido à passagem da tempestade Martinho, pelas 01:00 de quinta-feira.
A passagem da depressão Martinho, com chuva, vento e agitação marítima fortes, provocou milhares de ocorrências no continente português, na maioria quedas de árvores e estruturas, sobretudo na madrugada de quinta-feira, quando vigoraram avisos meteorológicos laranja, o segundo nível mais grave.
Estradas, portos, linhas ferroviárias, espaços públicos, habitações, equipamentos desportivos, viaturas e serviços de energia e água foram afetados, em especial nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Centro e Sul, registando-se um ferido grave e perto de uma dezena de feridos ligeiros.
Na noite de quarta para quinta-feira, os ventos fortes ajudaram a propagar cerca de meia centena de incêndios rurais no Minho, sem registo de vítimas ou danos em habitações, numa época pouco propícia a fogos.
O cenário de chuva e ventos fortes vai manter-se até sábado, segundo as autoridades.
c/LUSA
