Médio Tejo com 117 ocorrências e 84 quedas de árvores. Foto: Ricardo Escada

As regiões da Lezíria do Tejo e do Médio Tejo registaram hoje 359 ocorrências causadas pela depressão Martinho e duas pessoas desalojadas, informou fonte da Proteção Civil à agência Lusa. De acordo com a mesma fonte, a tempestade causou maioritariamente quedas de árvores, deslizamentos de terra e danos em infraestruturas.

No Médio Tejo, só entre a meia-noite e as 10h00 de hoje foram registadas 56 ocorrências. O município mais afetado foi Ourém, com 34 ocorrências, seguido de Tomar, que registou 21 incidentes.

Em Ourém, duas árvores caíram sobre casas, mas sem provocar desalojamentos ou ferimentos, e em Tomar duas árvores caíram sobre quatro automóveis. O mau tempo que se verificou durante a noite causou problemas na circulação ferroviária em várias linhas, entre elas no Ramal de Tomar, onde a circulação se faz apenas a partir do Entroncamento, informou a CP – Comboios de Portugal.

ÁUDIO | DAVID LOBATO, COMANDANTE PROTEÇÃO CIVIL MÉDIO TEJO:

O Plano Especial de Cheias no rio Tejo continua ativado no nível amarelo, sendo previsível que o Tejo mantenha os atuais caudais, com oscilações que dependem das descargas nas barragens, portuguesas e espanholas.Os terrenos estão saturados e estão a ser feitas descargas preventivas, segundo o comandante da protecção civil do Médio Tejo.

A região do Médio Tejo é constituída pelos concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

Na região da Lezíria do Tejo, entre as 00:00 e as 16:00, contabilizaram-se 242 ocorrências, das quais 184 foram quedas de árvores, 47 quedas de estruturas, seis movimentos de massa e cinco limpezas de via.

Segundo a fonte, duas pessoas ficaram desalojadas em Azambuja depois de uma árvore de grande porte ter caído sobre a sua habitação, tendo sido alojadas pelo serviço municipal de proteção civil.

A tempestade causou ainda danos em algumas infraestruturas, nomeadamente na Escola de Manique do Intendente, também no concelho de Azambuja, que ficou sem eletricidade após a queda de uma árvore.

Em Santarém, um fenómeno de vento extremo arrancou o telhado de uma casa, forçando um residente a deslocar-se para a casa de familiares.

A região da Lezíria do Tejo é constituída pelos concelhos de Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém.

Portugal continental foi atingido com a passagem da depressão Martinho, com vento forte, chuva e agitação marítima, que provocou um total de 5.800 ocorrências entre as 00:00 de quarta-feira e as 11:00 de hoje, sobretudo queda de árvores, mas também incêndios rurais.

No balanço das ocorrências registadas devido ao mau tempo, a Proteção Civil destacou ainda um total de 48 incêndios rurais na região Norte, especificamente na zona de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, considerando que “não é habitual para esta altura do ano” e que demonstra “o mau uso do fogo”, num contexto de ventos muito fortes.

Relativamente ao total de 5.800 ocorrências, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse que a maior incidência foi na área da Grande Lisboa (35%), seguindo-se Setúbal, Porto e Coimbra, sobretudo queda de árvores e de objetos e algumas inundações, o que provocou 15 pessoas desalojadas e 13 deslocadas.

c/LUSA

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