Exército reforça apoio no Médio Tejo e intensifica meios em todo o país. Foto: Exército

O Exército Português reforçou este domingo, 1 de fevereiro, o apoio às populações afetadas, com especial incidência em Tomar e Ferreira do Zêzere, na sub-região do Médio Tejo, onde foram ativados dois Grupos de Comando e Ligação dedicados a cada um dos municípios.

No terreno, estão agora empenhadas nove equipas de limpeza e desobstrução, equipadas com 18 motosserras: três em Tomar e seis em Ferreira do Zêzere, num reforço significativo face ao dispositivo conhecido no sábado.

Ao nível da engenharia, mantêm-se dois destacamentos em Ferreira do Zêzere, enquanto outros meios operam na Marinha Grande e em Vieira de Leiria. Em Tomar, está igualmente ativo um módulo de energia e iluminação, reforçando a capacidade de resposta a falhas elétricas e apoio a infraestruturas essenciais.

Este reforço operacional surge após vários dias de empenhamento progressivo do Exército, que desde quarta-feira tem mobilizado destacamentos de engenharia, módulos de energia, geradores e equipas de desobstrução para vários pontos do país, incluindo o Médio Tejo.

Entre 29 e 31 de janeiro, o empenhamento acumulado do Exército totalizou 214 militares, 52 viaturas ligeiras, 18 viaturas pesadas, 15 máquinas de engenharia, 41 motosserras, 13 geradores, dois módulos Starlink e um módulo de comunicações.

Só no dia 31 de janeiro, o dispositivo foi reforçado com 153 militares, 33 viaturas ligeiras, 11 viaturas pesadas, 34 motosserras, sete geradores e meios de comunicações.

Além do Médio Tejo, o Exército mantém meios empenhados noutras zonas afetadas. Em Alvaiázere, estão ativos três módulos de energia e iluminação. Em Figueiró dos Vinhos, há módulos Starlink, de comunicações e uma equipa de montagem em altura a instalar coberturas provisórias de habitações.

Na Marinha Grande, o apoio inclui um módulo de alojamento com 70 camas e gerador. O transporte e descarregamento de 18 toneladas de lonas também tem sido assegurado para apoiar a cobertura provisória de habitações.

O porta-voz do Exército sublinha que o ramo mantém o dispositivo em prontidão, pronto a reforçar os meios no terreno sempre que solicitado pelas autoridades locais e pela proteção civil.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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