Inundações afetam ainda 16 estradas no distrito de Santarém. Foto: Ricardo Escada

A precipitação que se tem sentido em Portugal, gerou um aumento considerável dos níveis hidrométricos e caudais do rio Tejo e seus afluentes, estando 16 vias rodoviárias parcial ou totalmente obstruídas no distrito de Santarém. Apesar da redução dos caudais debitados pelas barragens, os solos “encontram-se saturados, pelo que a água que neste momento afeta as vias rodoviárias terá uma descida lenta”.

Mantendo-se a situação atual, e apesar de uma redução dos caudais debitados, de acordo com a previsão meteorológica para a bacia do Tejo, prevê-se que os caudais lançados no Rio Tejo pelos seus afluentes se mantenham elevados nos próximos dias, existindo oscilações, indicou hoje a Protecção Civil.

Dezasseis vias rodoviárias do distrito de Santarém estão parcial ou totalmente obstruídas devido às chuvas, informou hoje a Comissão Distrital de Proteção Civil, que tem ativo desde segunda-feira o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo.

Entre as vias afetadas estão a Estrada Nacional (EN) 368 (Alpiarça – Tapada) em Alpiarça; a Estrada do Campo em Benavente; a Rua da Falagueira, a Estrada do Paul Marinhais e o cruzamento da Estrada Municipal 581 em Salvaterra de Magos e, no município de Coruche, a Estrada de Meias, a Estrada da Amieira e a Passagem Entre-Águas.

Na Golegã, registam-se obstruções no Caminho Municipal Quinta da Broa – Golegã e Golegã – Azinhaga, enquanto no Cartaxo as intervenções concentram-se no Túnel do Setil, no sentido Setil – Ponte do Reguengo.

Já em Torres Novas, a Estrada Municipal (EM) 570 (Riachos) continua obstruída e Abrantes reporta problemas na Estação de Canoagem, em Alvega.

Em Constância, a estrada municipal Tramagal – Santa Margarida e cerca de 50% do parque de estacionamento municipal estão inacessíveis, ao passo que, no município da Barquinha, o cais do Castelo de Almourol continua submerso.

Segundo a Proteção Civil, prevê-se “que os caudais lançados no rio Tejo” se mantenham elevados nos próximos dias, sendo espectável “nas próximas horas, uma descida dos níveis hidrométricos na bacia do Tejo”.

A nota revela ainda que os solos “encontram-se saturados, pelo que, a água que neste momento afeta as vias rodoviárias terá uma descida lenta”, acrescentando que no rio Sorraia verifica-se uma “descida da altura hidrométrica na escala de Coruche”.

A Proteção Civil apelou para a população retirar equipamentos agrícolas, industriais e viaturas nas zonas inundáveis, salvaguardar os animais em locais seguros, retirando os rebanhos que se encontram nas zonas inundáveis e para as pessoas não atravessarem com viaturas ou a pé estradas ou zonas alagadas.

O Plano Especial de Emergência ativado na segunda-feira, na sequência do mau tempo registado em Portugal continental devido à tempestade Jana, prevê um conjunto de ações de modo a auxiliar as populações em caso de ocorrência de cheias no leito do rio Tejo e a publicação de comunicados sobre a evolução da situação.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Agência de Notícias de Portugal

Deixe um comentário

Leave a Reply