O projeto “Materiais Adversos” vai acolher em outubro um conjunto de residências artísticas e encontros em Minde e Alcanena, envolvendo a comunidade e artistas contemporâneos.
As residências artísticas desenvolvidas ao longo da semana antecedente culminam num fim de semana intensivo de partilhas abertas de processos, entre os dias 23 e 25 de outubro. “Materiais Adversos” nasce da vontade de manter viva uma presença artística continuada na região.
O evento decorre naquele período do ano, entre edições do festival Materiais diversos (bienal, em 2027), consolidando o território como um polo de criação contemporânea fora dos grandes centros urbanos.
O ponto alto do programa acontece entre 23 e 25 de outubro, com o fim de semana “Materiais Adversos”, em Minde e Alcanena, onde serão apresentados processos desenvolvidos ao longo de residências artísticas por 10 criadores de diferentes áreas. O público é convidado a participar em partilhas abertas, conversas e momentos de experimentação artística.
Materiais Diversos com ações junto da comunidade escolar e de criação floral
Entretanto, e em ações promovidas no âmbito da Materiais Diversos, este mês de maio arrancam as atividades com a comunidade escolar no âmbito do programa “Matéria Invisível”, em Minde e Alcanena, através de oficinas que exploram materiais naturais e práticas artísticas experimentais, promovendo o contacto direto dos alunos com processos de criação contemporânea.
Ainda neste período, decorrem sessões complementares como encontros artísticos e atividades culturais abertas à comunidade.

No dia 14 de maio, em Minde, realizou-se uma sessão do Clube das Flores, no Conservatório de Música Jaime Chavinha, dando continuidade a um ciclo de encontros dedicados à criação floral enquanto prática artística. O programa prossegue depois a 9 de junho, na Biblioteca de Alcanena, com uma intervenção coletiva integrada no FALA – Festival Literário de Alcanena.
Entre 13 e 17 de julho, o projeto ganha dimensão internacional com a escola de verão Sonic Bodies, no Centro Ciência Viva do Alviela, em Alcanena, orientada por Ali Chahrour e Lynn Adib, propondo uma abordagem ao corpo, ao som e à voz como ferramentas de criação e escuta.
A iniciativa integra ainda uma dimensão de cooperação internacional com o Institut français du Portugal, no âmbito de uma estratégia de colaboração cultural entre França, Espanha e Portugal, reforçando o posicionamento do território como espaço de criação contemporânea e diálogo europeu.
