O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou em 2019 haver na Festa do Tabuleiros, em Tomar, componentes de história, tradição e juventude que justificam a candidatura a Património da Humanidade. Foto arquivo: Flávio Catarino

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, cancelou as deslocações ao Porto e a Aveiro, esta sexta-feira, e à Festa dos Tabuleiros de Tomar, no domingo, depois da indisposição de quarta-feira que o levou a ser observado no hospital.

Esta informação foi confirmada à agência Lusa por fonte da Presidência da República, que referiu que o chefe de Estado cancelou estas deslocações para fora de Lisboa, por precaução, mantendo as audiências que tinha agendadas no Palácio de Belém.

Esta sexta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa tinha previsto deslocar-se ao Porto para uma iniciativa inserida nas comemorações do centenário da morte de Guerra Junqueiro e a Aveiro para o Encontro Ciência 2023.

No domingo, estava na agenda do Presidente da República uma deslocação a Tomar para a Festa dos Tabuleiros, centenária festividade que Marcelo Rebelo de Sousa visitou em 2019, tendo afirmado haver na Festa do Tabuleiros, componentes de história, tradição e juventude que justificam a candidatura a Património da Humanidade.

Marcelo elogiou em 2019 a tradição e juventude da Festa dos Tabuleiros, em Tomar. Foto arquivo: Flávio Catarino

Cortejos, Jogos Populares, exposições e muita animação musical fazem parte de mais uma edição da Festa dos Tabuleiros. O “dia grande” acontece no domingo, 9 de julho, com a saída do cortejo principal pelas ruas da cidade, às 16h00, um dos momentos mais aguardados e no qual são esperadas mais de 600 mil pessoas.

Foto: Joana Rita Santos/mediotejo.net

Na quarta-feira, o chefe de Estado desmaiou no fim de uma visita à Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, no concelho de Almada, distrito de Setúbal, e esteve quatro horas no Hospital de Santa Cruz, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, onde deu entrada cerca das 16:00, de ambulância.

Depois de realizar exames, teve alta hospitalar e saiu a pé do hospital, pelas 20:00.

Em declarações aos jornalistas, à saída do Hospital de Santa Cruz, Marcelo Rebelo de Sousa relatou que teve uma indisposição semelhante à de junho de 2018 em Braga, “uma quebra de tensão repentina, o chamado fenómeno vagal”, para a qual terá talvez contribuído “beber um moscatel quente”, sem ter almoçado, num dia de calor.

O chefe de Estado disse que não ficou no hospital porque as análises “foram claramente positivas” e não deixaram dúvidas, mas que levava um aparelho para registar a evolução da tensão arterial até quinta-feira de manhã.

“Sinto-me bem”, acrescentou.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Agência de Notícias de Portugal

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