Manuel Soares Traquina nasceu no Sardoal, na aldeia de São Simão, que serviu de cenário ao seu quarto romance. Foto DR

Manuel Soares Traquina nasceu em 1938, em São Simão, no concelho do Sardoal, e fez toda a sua carreira na banca comercial, trabalhando durante muitos anos como gerente bancário em Tomar, cidade onde casou e onde teve os seus filhos. Residia há várias décadas em Abrantes e morreu na terça-feira, 16 de abril, aos 86 anos.

A aldeia onde nasceu serviu de cenário para o romance “Elisa”, publicado pela Médio Tejo Edições em 2019. Antes, tinha escrito “O Pego das Bruxas” (Ed. Chiado, 2018), “Desamores” (Ed. Chiado, 2016) e “Sortilégios” (Ed. Palha de Abrantes, 2014), tendo colaborado também com regularidade na imprensa da região, como no jornal “O Templário” e na revista de história “Zahara”.

“Elisa”, romance de Manuel Soares Traquina (Médio Tejo Edições, 2019)

O professor e escritor José Martinho Gaspar prefaciou dois livros de Manuel Traquina, por quem nutria grande amizade e admiração. “Referi-o [no prefácio do livro “Elisa”] e não posso deixar de o reafirmar hoje, a escrita ficcionada produzida por Manuel Soares Traquina em Sortilégios, mas também nas obras que se lhe seguiram, entre as quais se inclui Elisa, diz mais sobre o mundo rural do norte do concelho de Abrantes e do concelho de Sardoal, bem como relativamente ao património material e imaterial da região, do que o fazem alguns ensaios mais pretensiosos.”

Manuel Traquina foi também um pintor de excelência (as capas dos seus livros reproduzem obras da sua autoria), tendo maioritariamente a Natureza como modelo inspirador.

À sua família e amigos, apresentamos as mais sentidas condolências.

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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