Mais de um terço dos 308 presidentes de câmara estão impedidos de uma recandidatura nas próximas eleições autárquicas devido à limitação de mandatos. No distrito de Santarém, são 11 os municípios que vão mudar de presidente (sete do PS, três do PSD e um do PCP-PEV), entre os quais cinco do Médio Tejo; Entroncamento (PS), Mação (PSD), Sardoal (PSD), Torres Novas (PS), e Vila Nova da Barquinha (PS). Também Vila de Rei (Castelo Branco), Gavião e Ponte de Sor (Portalegre) vão eleger novos presidentes em 2025.
Com as autárquicas a decorrerem a 12 de outubro, neste momento são 105 (do total de 308) os presidentes de câmara que não se podem recandidatar nas próximas autárquicas devido ao limite imposto por lei de eleição em três mandatos consecutivos à frente do mesmo município.
Pelo menos outros 28 que estavam nesta situação de fim de ciclo deixaram, entretanto, o cargo livre para a sucessão dos seus vice-presidentes, já a pensar nas eleições de 2025, o que sucedeu, por exemplo, em Tomar, com a saída de Anabela Freitas (PS) do cargo, ainda em 2023, para assumir uma das vice-presidências da Turismo do Centro, tendo Hugo Cristóvão assumido a liderança do município tomarense.
Outros autarcas deixaram os cargos para dirigir outras entidades: Ricardo Gonçalves (PSD), que já estava no seu último ano de mandato, deixou a presidência da Câmara de Santarém a João Leite, depois de ter aceitado o convite para liderar do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ). Vasco Estrela deixou a câmara social-democrata de Mação (Santarém) para assumir a vice-presidência da CCDR Centro, e Ricardo Aires (PSD) saiu do cargo de presidente de Vila de Rei para assumir a função de deputado eleito por Castelo Branco.
Do total de presidentes em final de mandato, 54 são socialistas, 30 do PSD (sozinho ou coligado), 12 do PCP-PEV (de um total de 19 câmaras desta coligação), três do CDS-PP (de seis municípios), um é o único presidente do Juntos Pelo Povo (JPP), Filipe Sousa, autarca em Santa Cruz, na Madeira, e cinco são independentes, entre os quais Rui Moreira, que está de saída da presidência da Câmara do Porto.
Há distritos onde as mudanças de presidentes têm de ocorrer na maioria dos concelhos, com destaque para Santarém, onde 11 dos 21 municípios vão mudar de presidente (sete do PS, três do PSD e um do PCP-PEV).
Em Castelo Branco, sete dos atuais 11 presidentes de câmara estão em fim de ciclo (Fernando Jorge, autarca de Oleiros em terceiro mandato, já tinha renunciado em maio de 2023 por motivos de saúde). Também sete serão as mudanças em Portalegre (três do PS, dois do PSD e dois do PCP).
Dos eleitos para um terceiro mandato em 2021, já saíram por diversos motivos pelo menos 28 presidentes, muitos dos quais na sequência das últimas eleições legislativas e europeias.
