Incêndio em Água Travessa mobilizou mais de 200 bombeiros e oito meios aéreos. Foto ilustrativa: DR

Um incêndio que deflagrou este domingo numa zona de mato em Água Travessa, freguesia de Bemposta (Abrantes), entrou em fase de conclusão às 19:40, mais de quatro horas depois de ter deflagrado, indicou a Proteção Civil do Médio Tejo. De acordo com a mesma fonte, não há registo de feridos num incêndio que mobilizou 218 operacionais, 58 viaturas e oito meios aéreos.

“O incêndio está em fase de conclusão, com operações de consolidação e vigilância, e os meios estão a ser desmobilizados, disse fonte do Comando Sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo ao nosso jornal, cerca das 20h45. O alerta para incêndio rural em zona de mato em Água Travessa foi dado às 15:29.

Em declarações ao nosso jornal, o comandante dos bombeiros voluntários de Abrantes, António Manuel Jesus, disse que o fogo consumiu uma área de cerca de 20 hectares de mato, sobreiros e eucaliptos, num incêndio que “deu muito trabalho” aos operacionais que encontraram no terreno um incêndio já de grandes dimensões devido à distância a percorrer até à freguesia de Bemposta, cerca de 30 minutos, desde a sede do quartel.

“O que dificultou mais foi quando chegámos e começámos o ataque, já o perímetro do incêndio já era bastante grande”, disse António Manuel.

ÁUDIO | ANTÓNIO MANUEL JESUS, COMANDANTE BOMBEIROS ABRANTES:

“Deu muito trabalho. Primeiro, o tempo que demora a chegar os meios [àquele local] é bastante. Tirando ali os nossos colegas de Ponte de Sor, que estavam mais perto, tivemos que fazer grandes distâncias. E até que não se conseguiu ter ali meios robustos para fazer o ataque, tivemos alguma dificuldade. Depois, conforme o tempo ia passando e os meios foram chegando a situação foi sendo resolvida”, declarou.

Segundo o comando sub-regional, estiveram envolvidos no combate às chamas 218 operacionais, apoiados por 58 veículos e oito meios aéreos.

Em comunicado, a ANEPC já havia alertado para o elevado perigo de incêndio até este domingo, tendo apontado, como medidas preventivas, a proibição de fazer queimada extensiva, queima de amontoados, utilizar fogo para a confeção de alimentos em todo o espaço rural (exceto se forem usados fora das zonas críticas e nos locais devidamente autorizados para o efeito), fumigar ou desinfestar em apiários (salvo se os fumigadores tiverem dispositivos de retenção de faúlhas), usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, e evitar o uso de grades de discos.

Tendo em conta as previsões meteorológicas de tempo quente, a ANEPC alertou para o “aumento do risco de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como, o aumento da dificuldade das ações de supressão, em especial no interior Norte e Centro e no Algarve”.

Depois dos alertas para o risco de incêndio o panorama muda já esta semana. Cinco distritos de Portugal continental ficam sob aviso amarelo na segunda-feira por causa de aguaceiros, por vezes fortes, que podem ser sob a forma de granizo, acompanhados de trovoada e de rajadas fortes de vento, divulgou hoje o IPMA.

Évora, Guarda, Beja, Castelo Branco e Portalegre são os distritos sob aviso amarelo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), entre as 09:00 e as 15:00 de segunda-feira.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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