A deslocação ao posto territorial da GNR ocorreu após a inauguração da 31.ª Feira Mostra de Mação, certame que contou com a presença do ministro da Administração Interna (MAI). Depois de marcar presença na inauguração do certame, Luís Neves deslocou-se às instalações da Guarda Nacional Republicana (GNR), acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal, José Fernando Martins, para conhecer as condições em que trabalham os militares.
À saída da visita, o governante revelou ter abordado com o autarca a necessidade de intervir no edifício, garantindo que o Ministério da Administração Interna irá analisar o processo.
“O que nós queremos é que a Guarda Nacional Republicana, nesta localidade como em todas as outras, tenha melhores condições. Tenho um grande orgulho nas forças de segurança. Gente motivada, próxima da população, dos mais idosos, das crianças, precisa de ter condições para trabalhar”, afirmou.
Luís Neves sublinhou que a presença da GNR representa um fator essencial de proximidade e coesão territorial, considerando que a segurança é um elemento decisivo para a qualidade de vida das populações e para a atratividade dos territórios do interior.

Nesse sentido, enquadrou a visita numa estratégia mais ampla de valorização destes territórios, defendendo que a fixação de população depende da criação de emprego, da existência de serviços públicos de qualidade e de condições de segurança.
Recordando a quebra demográfica registada por Mação nas últimas décadas, o ministro defendeu que é necessário inverter essa tendência através de políticas que promovam o desenvolvimento local.
“Temos de criar emprego, manter postos de trabalho, garantir escolas, habitação e segurança para trazer mais gente e mais crianças para estes territórios”, afirmou, acrescentando que “Portugal é um todo” e que o interior deve continuar a merecer investimento público.
Questionado sobre o agravamento das condições meteorológicas previstas para os próximos dias, Luís Neves deixou um forte apelo à prevenção de incêndios rurais, alertando para um período prolongado de temperaturas superiores a 40 graus, baixa humidade e condições muito favoráveis à propagação do fogo.
“Todo o cuidado é pouco”, afirmou, pedindo à população que respeite rigorosamente as restrições em vigor, evitando queimadas, fogueiras, churrascos em espaço rural, utilização de máquinas suscetíveis de provocar faíscas e estacionamento de veículos sobre vegetação seca.

“Basta uma distração para provocar um grande incêndio”, advertiu, lembrando que muitos fogos com consequências graves tiveram origem em comportamentos negligentes.
Antes de chegar a Mação, o ministro já havia alertado, em Coimbra, para as temperaturas extremas previstas para os próximos dias, que poderão chegar aos 47 graus, e pediu atenção máxima e ausência de comportamentos de risco.
“Vêm aí dias absolutamente terríveis, com condições climáticas de exceção: elevadas temperaturas, em alguns locais podem chegar aos 47ºC. 47 graus, com ventos de 70 a 80 quilómetros e baixos índices de humidade, são as condições terríveis para termos um barril de pólvora aqui”, avisou.
“Vamos passar momentos duros, mas só a união, só a atenção, só a proatividade, a prevenção e o combate, é que podem permitir que não tenhamos desgraças como já tivemos no passado. Estamos todos muito comprometidos neste desafio global e coletivo”, sustentou.
O ministro agradeceu ainda em Mação trabalho desenvolvido pelos bombeiros, forças de segurança e restantes agentes de proteção civil, salientando que os incêndios registados nas últimas semanas foram combatidos com eficácia logo nas fases iniciais graças à rapidez da resposta operacional.
Luís Neves deixou igualmente um apelo à proteção das pessoas mais vulneráveis durante a vaga de calor, considerando que a resposta não depende apenas dos serviços públicos, mas também da solidariedade entre familiares, vizinhos e comunidades.
“A melhor célula de proteção é a família, são os vizinhos e a comunidade. Não podemos deixar os idosos, as pessoas isoladas, os mais pobres ou quem tem alguma incapacidade entregues a si próprios. Estamos a falar de proteger vidas humanas”, concluiu.
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