Foto: DR

O presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela (PSD), foi orador convidado no colóquio “O Desenvolvimento do Interior e o Papel das Autarquias”, promovido pela Sociedade de Geografia de Lisboa, que decorreu a 6 de fevereiro. O autarca frisou que a única forma de contornar as assimetrias será reforçar a “cooperação entre os municípios, a par de uma maior cooperação entre o Estado central e as autarquias”, entendendo que “são as autarquias que, nos territórios, melhor conhecem o potencial destas comunidades”.

Vasco Estrela, em tom de crítica mas também a título de exemplo, lembrou alguns projetos que a Câmara Municipal de Mação tentou firmar mas para os quais não conseguiu apoio de vários governos, como o projeto de ordenamento da floresta, um investimento de um milhão de euros que a Câmara comparticipava em 500 mil euros, pode ler-se em nota informativa da autarquia.

O social democrata notou a “inoperância governativa” e a catástrofe dos incêndios que assolaram Mação, considerando que o reforço do papel da intermunicipalidade “é fundamental para corrigir as assimetrias que existem”, ainda que tenha plena noção de que “a correção das assimetrias custa dinheiro, seja para reduzir a fatura de serviços de saneamento, abastecimento de água e de recolha de resíduos, mais caros nestes territórios, ou para baixar IRS de modo a atrair famílias”, lê-se.

Fazendo referência ao colóquio em causa, que teve também como orador o secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, Vasco Estrela concluiu elogiando o Governo por, antes dos incêndios, trazer para cima da mesa a questão da interioridade e o despovoamento do interior, desafiando que o próximo executivo encare “o problema de frente”.


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Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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