Mação promove inclusão social e capacitação comunitária com programa CLDS 5G. Foto: SCMM

O CLDS 5G é coordenado pela Santa Casa da Misericórdia de Mação e visa reforçar a coesão social e territorial, combater a pobreza e apoiar famílias, crianças, jovens, idosos, pessoas desempregadas e outros grupos vulneráveis do concelho, com um programa de ação que resulta do diagnóstico social do município.

 A coordenadora do programa, Janaína Timóteo, disse à Lusa que “até ao momento, 270 participantes estiveram presentes nas atividades realizadas, destacando-se a forte adesão às iniciativas para crianças, famílias e às ações de solidariedade comunitária” realizadas em todo o concelho.

O programa assenta em quatro eixos de intervenção complementares, abrangendo um total de 600 beneficiários ao longo de quatro anos, com forte participação da comunidade e articulação com parceiros locais, incluindo a Câmara Municipal, Juntas de Freguesia, Agrupamento de Escolas Verde Horizonte, Centro de Saúde, CPCJ, GIP, SAS, IP, Bombeiros Voluntários e empresários.

“Em alinhamento com a Carta Social, o Plano de Desenvolvimento Social e o Programa Pessoas 2030, consideramos essencial que o concelho atue nos quatro eixos definidos”, acrescentou a responsável.

ÁUDIO | JANAÍNA TIMÓTEO, COORDENADORA CLDS 5G MAÇÃO:

No campo do emprego e da qualificação profissional, o programa tem adotado um acompanhamento individualizado, ajustando as ações às necessidades específicas de cada participante.

As principais atividades incluem apoio na elaboração de currículos, divulgação de ofertas de emprego, incentivo à formação profissional e à conclusão do 12.º ano, informação sobre criação do próprio emprego e articulação com o IEFP de Abrantes e o GIP de Mação.

A coordenadora do programa admitiu “desafios” na adesão deste público, trabalhando “estratégias para motivar” os desempregados a procurarem apoio e entrarem mais preparados no mercado de trabalho.

Para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, a responsável indicou que têm sido promovidas atividades que “incentivam a inclusão, o bem-estar e a participação social”.

Entre estas ações destacam-se eventos itinerantes de verão nas aldeias, participação no Dia da Criança, atividades para adolescentes, visitas culturais e apoio a famílias sinalizadas pela CPCJ, Centro de Saúde ou Tribunal de Família, incluindo sessões de parentalidade.

Estas iniciativas procuram “assegurar oportunidades educativas e recreativas, contribuindo para a quebra de ciclos de exclusão”, declarou.

Relativamente à população idosa, o programa tem focado o envelhecimento ativo e a autonomia, com base nas sinalizações do Radar Social.

As ações desenvolvidas incluem entrega de livros de passatempos para estímulo cognitivo, levantamento das necessidades individuais, apoio na utilização de medidas da Segurança Social ainda não exploradas pelos beneficiários, e atividades intergeracionais que reforçam o convívio social e aproximam diferentes gerações, promovendo bem-estar e integração comunitária.

Já no domínio do desenvolvimento social, capacitação comunitária e intervenção em situações de emergência, a técnica social disse que têm sido promovidas ações de informação e sensibilização em várias aldeias sobre direitos e deveres dos cidadãos, importância da entreajuda e vigilância comunitária, prevenção de riscos, especialmente incêndios, e formação em Suporte Básico de Vida em parceria com os Bombeiros Voluntários de Mação.

Estas iniciativas visam “fortalecer a resiliência das comunidades, garantindo que os cidadãos estejam informados e preparados para responder a situações críticas” que possam ocorrer.

“Todos os eixos estão interligados, garantindo um plano de intervenção coerente e contínuo. Para 2026, já temos várias iniciativas planeadas, assegurando continuidade, estabilidade e aprofundamento do trabalho”, concluiu Janaína Timóteo.

O programa pretende manter a expansão e a participação da comunidade, promovendo o envolvimento direto dos cidadãos e fortalecendo a inclusão social, “para incluir todos e não deixar ninguém para trás”.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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