O novo passadiço aos pés de Ortiga, que delineia a Rota das Pesqueiras e Lagoas do Tejo, está praticamente concluído, podendo já a maior parte do percurso ser percorrido em segurança. A inauguração oficial só deverá acontecer em outubro, após as eleições, altura em que deverá estar concluída a construção do novo miradouro no alto da Boavista, um acréscimo ao projeto que rondará os 26 mil euros. Estes novos atrativos do projeto para Ortiga pretendem aumentar a valorização turística daquela freguesia ribeirinha, numa estratégia integrada que pretende unir e dotar de melhores condições os equipamentos que são sua imagem de marca: a praia fluvial e o parque de campismo.
Por estes dias já se verifica uma nova dinâmica e afluência em tempo de verão, com turistas e banhistas a aproveitarem as atividades náuticas, percursos pedestres, pontos de interesse e a darem bons mergulhos para combater o calor que se faz sentir na região.
Segundo a autarquia o término da obra do passadiço para a Rota das Pesqueiras e Lagoas do Tejo está “por dias”, faltando últimos ajustes e a instalação de painéis e sinalética informativa, para “contextualizar o local” e explicar o seu significado.
Por outro lado, a autarquia decidiu expandir o projeto integrando a construção de um miradouro no morro da Boavista. “Estará concluído, se tudo correr conforme a nossa previsão, em setembro ou outubro, altura em que se prevê que possamos fazer uma inauguração simbólica do espaço”, referiu Vasco Estrela, mostrando-se agradado com a atual afluência já verificada ao novo atrativo da freguesia.

Sobre o projeto, crê que o balanço da sua concretização é positivo uma vez que era uma pretensão antiga da autarquia e da freguesia, na generalidade.
Diz que a aposta feita, que contou com apoios de fundos comunitários e da CCDR e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, no âmbito de candidatura que abrange vários municípios com percursos e rotas pedestres ribeirinhas.
O projeto servirá de complemento ao Núcleo Museológico de Ortiga, inaugurado em dezembro de 2020, além de integrar o projeto Rotas de Mação, da associação homónima; complementará ainda a Grande Rota do Tejo que está a ser desenvolvida em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.
ÁUDIO | Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal de Mação
Esta aposta “vale a pena”, nomeadamente porque valoriza, salvaguarda e divulga questões como a conetividade com o rio Tejo, a história da população de Ortiga que se materializa nas pesqueiras e lagoas, sendo também uma “homenagem aos pescadores que ali vivem e viveram, e fizeram do rio e da pesca o seu modo de vida”.
“Vem também ajudar a potenciar a praia fluvial, que também será alvo de melhoramentos – que há muito tempo não os tem – o parque de campismo, e toda aquela zona ficará a ganhar com um projeto minimamente integrado que poderá ajudar a que a relação entre a população e o rio seja mais facilitada”, aludiu o autarca.

Quanto à entrada, que se faz atravessando o antigo Bairro dos Pescadores, que ainda tem algumas das edificações, terá no início do passadiço três casas de madeira que vão conter alguma da história e elementos típicos da zona, além de um eventual quiosque com venda de lembranças ou produtos.
O objetivo é que, dentro de alguns meses, exista um circuito delineado entre a praia fluvial – cujo licenciamento junto da APA já está a ser trabalhado – e que toda a envolvente seja alindada e melhorada, para melhor receber os visitantes, numa altura em que fazer férias no interior do país está cada vez mais em voga.
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