Foto: CMM

Uma das grandes obras previstas no Orçamento para 2018 da autarquia maçaense acaba de iniciar, segundo indicou Vasco Estrela (PSD), presidente da CM Mação. A empreitada foi adjudicada pelo preço de 148.695,95 euros à empresa Damião & Belo, Lda, num contrato celebrado a 30 de julho. O prazo de execução da obra será de 240 dias e a abertura deverá acontecer entre março e abril de 2019.

Vasco Estrela fez o ponto de situação durante a passada sessão de Assembleia Municipal, que decorreu a 19 de setembro. “Já se iniciou, de forma muito leve, as obras do Núcleo Museológico em Ortiga, conforme foi nosso compromisso”, afirmou.

Foto: Vasco Dias

Recorde-se que o Núcleo Museológico de Ortiga representa um investimento de cerca de 200 mil euros, e pretende converter a antiga Escola Primária de Ortiga, freguesia ribeirinha com o rio Tejo aos pés, num museu das Artes da Pesca Tradicional, algo que está “intimamente ligado à história daquela localidade e às suas gentes”, sendo que fora esta arte que alimentara muitas famílias, que toda a vida se dedicaram à pesca.

Segundo a autarquia, o edifício da escola primária irá manter-se em termos da sua estrutura principal, sendo o interior adaptado a várias zonas. Prevê-se a criação de uma zona de receção, e o museu terá duas salas: uma servirá uma exposição permanente sobre as artes da pesca e a tradição e cultura locais, enquanto a segunda albergará outras atividades ligadas à temática do núcleo.

Também um espaço a norte da estrutura principal se prevê reaproveitar, no sentido de albergar instalações sanitárias de apoio bem como um espaço de anfiteatro para usufruto da comunidade ortiguense.

A fachada da antiga escola primária onde nascerá o Núcleo Museológico local. Foto: Vasco Dias

A requalificação do exterior está também prevista no projeto, onde surgirá uma cobertura onde estará instalado um barco picareto, tradicional de Ortiga, obra do falecido e último mestre calafate de Ortiga, Ti’ Manuel Fontes, cujo espólio integrará certamente a exposição permanente do museu.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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