Centro Cultural Elvino Pereira, em Mação. Foto arquivo: mediotejo.net

Estava previsto o professor António Manuel da Silva apresentar este sábado, às 16h00, um livro sobre a vida e obra do padre António Pereira de Figueiredo, no auditório do Centro Cultural de Mação, mas o evento foi cancelado.

Ainda sem nova data anunciada, o lançamento do livro, agora adiado, decorre no âmbito das comemorações dos 300 anos do nascimento do padre Figueiredo, que se tornou um grande vulto da cultura portuguesa, para alguns o maior erudito do séc. XVIII.

António Pereira de Figueiredo nasceu em Mação a 14 de fevereiro de 1725, e estudou em Vila Viçosa e Coimbra. Foi um religioso oratoriano português que desempenhou inúmeras atividades: latinista, filólogo, historiador, canonista e teólogo.

O seu trabalho mais importante foi ter feito a primeira tradução integral da Bíblia para a língua portuguesa, projeto a que dedicou 18 anos.

Nas várias particularidades da sua vida há o facto de ter mantido na sua terra a produção do famoso vinho Chave Dourada que deu a conhecer, por exemplo, nas Cortes de D. José I, onde foi membro da Real Mesa Censória. Viveu, sobreviveu e relatou num pequeno livro o que foi o terramoto de 1755 em Lisboa.

Próximo do Marquês de Pombal, Pereira de Figueiredo tornou-se no que muitos apelidam de “teólogo oficial” de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal), primeiro-ministro no reinado de D. José I. O padre Figueiredo faleceu a 14 de agosto de 1797, em Lisboa.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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