De acordo com o presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela (PSD), o projeto de reabilitação urbana que irá incidir na vila vai requalificar “todos os pavimentos”, nomeadamente ao nível de passeios, alcatroamento, a calçada no centro da localidade, e terminará com o enterramento de cabos de distribuição de energia e de fibra, bem como a reabilitação da rede de esgotos de toda a zona histórica.
“Estamos a falar de transformar de uma vez aquilo que é Mação, nomeadamente a parte histórica mas também a zona da reta e da Urbanização Horta da Nora que não são tão antigas, ou a própria requalificação da Avenida Sá Carneiro, que já está em obra, e necessita ali de uma outra dignidade, quer em termos de pavimentação, quer em termos de passeios. Há passeios que estão com ótimo aspeto que criam problemas de mobilidade para as pessoas, fruto também das raízes das árvores”, explica Vasco Estrela.
Com esta empreitada, a autarquia pretende “dar uma nova imagem” à vila. “Fazemo-lo agora porque só tivemos a possibilidade de ter o projeto agora, há relativamente pouco tempo, e porque também se abriu aqui uma janela de oportunidade, o Portugal 2030, onde temos parte do financiamento garantido para esta obra”, afirmou o edil.
O autarca pediu, antecipadamente, compreensão à população, recordando que será um “período complicado”. Embora a obra aconteça de forma faseada, vai “obrigar a que as pessoas tenham muita compreensão, com problemas para os comerciantes, com dificuldade de acessibilidades, que aliás neste momento estão a acontecer em Cardigos, onde temos ruas cortadas ao trânsito, mas que as pessoas têm sido, felizmente, compreensivas e também aproveito para agradecer”, declarou.
Para Vasco Estrela, trata-se da empreitada “mais cara alguma vez feita no concelho”, não só pela dimensão, mas também pela área que irá envolver e pelas “características da própria intervenção, tem essa justificação para ser este valor”.

Na mesma sessão, o executivo de Mação aprovou o lançamento de concurso para a empreitada de construção de 28 novos fogos, 16 em Portela do Vale e 12 na Urbanização de Santo António. Serão 3,3 milhões de euros destinados à construção de habitação a custos acessíveis, no âmbito dos contratos que a autarquia estabeleceu com o IHRU.
Inicialmente seriam lançadas duas empreitadas, mas o município optou por fazê-lo numa empreitada única, de forma a tornar o “valor robusto e atrativo”, tendo em conta os constrangimentos que o setor da construção civil atravessa.
“Este é um problema transversal a todo o concelho. Nós temos duas obras de requalificação urbana já a decorrer, conseguimos que houvesse empresas necessárias, felizmente. Tivemos duas vezes o concurso deserto para a extensão de saúde de Cardigos, mas agora há uma possibilidade de, nos termos da lei, poder fazer um procedimento de ajuste direto a uma empresa para, através do preço base, fazer essa obra”, explica.
Relativamente ao lançamento da empreitada para os 28 fogos, Vasco Estrela espera que “seja um procedimento relativamente breve e que o mesmo vá para a rua, passo o termo, esta semana ou no início da próxima, para que possam haver decisões em breve e que estas intervenções possam começar”.
“Temos aqui um volume financeiro muito grande para (…) aquilo que é a nossa realidade e espero que as empresas também confiem na Câmara e possam vir até nós para fazer as obras, sabendo que há concorrência por todo o lado e que os meus colegas estão com o mesmo problema”, notou.
Vasco Estrela recordou ainda as dificuldades decorrentes dos prazos “muito curtos” e das “contingências de fazer projetos de candidatura”, bem como dos “próprios projetistas que estão cheios de trabalho, também não conseguem responder da forma que era habitual e nós também temos de compreender isso”.
“Eu estou obviamente de saída da Câmara, fico muito tranquilo e satisfeito de alguma forma com estas obras em andamento, ou pelo menos com os processos encaminhados, porque eram objetivos que tinha há muito tempo (…) e felizmente, mesmo que eu não os conclua, eles estão em andamento e criei as condições para que os mesmos possam vir a ser concretizados. Portanto, desse ponto de vista acho que cumpri a minha obrigação”, concluiu o edil, numa alusão às eleições autárquicas de 2025. Vasco Estrela, a cumprir o seu terceiro mandato como presidente, não se poderá recandidatar devido à lei de limitação de mandatos.

