Mação integra Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses sendo "mais-valia cultural". Foto: mediotejo.net

O Cine-Teatro de Mação já integra a Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP). No Médio Tejo são agora seis os equipamentos que integram a Rede: Além de Mação, o Centro Cultural Gil Vicente em Sardoal, o Teatro Virgínia em Torres Novas, o Cineteatro Paraíso em Tomar, o Cineteatro São Pedro em Alcanena e o Teatro Municipal de Ourém. À data da atribuição desta distinção a Mação eram 99 os equipamentos que integravam a rede, a nível nacional.

Após as obras de reabilitação do Cine-Teatro de Mação “tivemos de passar por um processo que é solicitado para que possamos integrar essa Rede”, ou seja, o cumprimento de determinados requisitos, disse ao mediotejo.net a presidente da Câmara Municipal de Mação, Margarida Lopes. Um desses requisitos passava por ter “dois anos realizados de programação cultural”.

Depois de mais de 10 anos sem cinema, a vila de Mação voltou a poder contar com o seu emblemático Cine-Teatro. Reabriu ao público no dia 25 de Abril de 2022.

Inauguração do Cine-Teatro de Mação. Foto: mediotejo.net

Com a inauguração foi dado um importante passo em prol da dinâmica cultural, com um espaço digno para receber não só a comunidade maçaense, como a de toda a região, com uma sala de espetáculos que, por si só, é merecedora de visita.

“Entretanto preparámos o processo – não pudemos fazer logo a certificação – e agora vimos reconhecidos todos os requisitos que, para nós, é muito válido porque foi certificada a qualidade do Cine-Teatro e tudo aquilo que era solicitado para que pudesse ter essa classificação”, explica Margarida Lopes.

Ou seja, na fase de implementação, a credenciação passa pela avaliação e reconhecimento oficial da qualidade técnica dos equipamentos culturais.

Além disso, integrando a Rede, o Município adquire a competência para poder concorrer a financiamento quer para a programação quer para a formação ou valorização de recursos humanos.

“Para o Município é bom porque nos vai permitir ter acesso a apoio para a programação e também em termos de recursos humanos e aquilo que envolve a sua formação. Portanto, é uma mais-valia a nível cultural que nos orgulha”, afirma a autarca.

Cine-Teatro Municipal de Mação. Foto: CMM

Margarida Lopes admite que o Cine-Teatro municipal ao candidatar-se a apoios financeiros terá de cumprir os requisitos exigidos relativamente à programação, o que não significa uma qualidade superior, porém pode implicar uma programação “algo diferente ou complementar daquela que fazemos”.

Após comprovada programação regular, para Mação candidatar-se aos apoios da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses será uma estreia, sendo que, sublinha a presidente, as candidaturas abrem a cada dois anos. “Temos de estar atentos e concorrer”, concluiu.

ÁUDIO | PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MAÇÃO, MARGARIDA LOPES

A RTCP pretende ser um instrumento estratégico fundamental para o combate às assimetrias regionais e para o fomento da coesão territorial no acesso à cultura e às artes em Portugal, assente na descentralização e na responsabilidade partilhada do Estado central com as autarquias e as entidades independentes.

Com a publicação da Portaria de credenciação dos teatros, cineteatros e outros equipamentos culturais, foi dado o primeiro passo para a institucionalização da RTCP há muito aguardada, em particular, pelas entidades artísticas e pelos municípios. A Portaria vem estabelecer os requisitos para a credenciação dos teatros, cineteatros e outros equipamentos culturais com a finalidade de integrarem a RTCP.

O apoio a conceder às entidades gestoras dos equipamentos credenciados na RTCP destina-se à programação que englobe projetos das artes performativas e, complementarmente, de cruzamento disciplinar e das artes visuais.

Com a duração de quatro anos, visando, assim, a estabilidade, qualidade e consolidação da programação dos equipamento credenciados, a sua abertura ocorre, no máximo, de dois em dois anos, como forma de assegurar um ritmo dinâmico e assíduo de equipamentos e de novas entidades a financiar no âmbito da Rede.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *