Vila de Mação. Créditos: CMM

No âmbito das comemorações dos 300 anos do nascimento do padre António Figueiredo, o município de Mação inaugura este sábado, 5 de abril, às 16h00, uma exposição na galeria do Centro Cultural e a sala de estudos Padre António Pereira de Figueiredo, na Biblioteca Municipal.

Após a inauguração da exposição, ainda na Galeria Carlos Saramago, será assinado o contrato de doação do acervo literário e artístico entre a Câmara de Mação, representada pela presidente do município, Margarida Lopes, e José Carlos Gueifão, que doou o acervo que integra a Sala de Estudos. Depois da assinatura será inaugurada a referida sala, na Biblioteca Municipal.

Mação comemora os 300 anos do nascimento do Padre António Pereira de Figueiredo com um programa que se estende até final do ano e que começou no dia 1 de fevereiro.

António Pereira de Figueiredo nasceu em Mação a 14 de fevereiro de 1725. Estudou em Vila Viçosa e Coimbra, fez-se padre e um grande vulto da cultura portuguesa, para alguns o maior erudito do séc. XVIII. Foi um religioso oratoriano português que desempenhou inúmeras atividades: latinista, filólogo, historiador, canonista e teólogo.

O seu trabalho mais importante foi ter feito a primeira tradução integral da Bíblia para a língua portuguesa, projeto a que dedicou 18 anos, um feito notável.

Nas várias particularidades da sua vida há o facto de ter mantido na sua terra a produção do famoso vinho Chave Dourada que deu a conhecer, por exemplo, nas Cortes de D. José I onde foi membro da Real Mesa Censória.

Viveu, sobreviveu e relatou num pequeno livro o que foi o terramoto de 1755 em Lisboa. Foi próximo do Marquês de Pombal.

Pereira de Figueiredo tornou-se no que muitos apelidam de “teólogo oficial” de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal), primeiro-ministro no reinado de D. José I. Faleceu a 14 de agosto de 1797, em Lisboa.

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A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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