Mação homenageia emigrantes e imigrantes e distingue seis histórias de vida. Foto: CMM

O Município de Mação homenageou no Dia do Emigrante e Imigrante seis pessoas com histórias de migração, numa iniciativa que juntou a comunidade maçaense no estrangeiro e cidadãos de outros países que escolheram o concelho para viver.

A iniciativa decorreu no dia 15 de agosto, no Auditório do Centro Cultural Elvino Pereira, e assumiu este ano pela primeira vez o formato de Gala de Reconhecimento, distinguindo “seis exemplos de vida” entre maçaenses que partiram e regressaram e imigrantes que escolheram Mação para viver.

A distinção passa, segundo a autarquia, a marcar esta celebração anual.

A sessão incluiu uma apresentação sobre o potencial do Médio Tejo e os apoios disponíveis para quem pretende investir na região, realizada por Isabel Machado, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e ‘pivot’ do CR Inove na CIM do Médio Tejo, e um momento de poesia com a “Trova do Emigrante”, de Manuel Alegre, declamada por Rosário Sebastião.

A música esteve a cargo dos jovens acordeonistas Miguel e Lisandro, ambos filhos de antigos emigrantes naturais da freguesia de Cardigos.

O programa incluiu ainda a apresentação do documentário “Partir. Chegar. Pertencer – Uma Homenagem a todos os que fizeram da distância um caminho para uma vida melhor”, pensado e escrito pelo presidente da Câmara de Mação, José Fernando Martins.

A música esteve a cargo dos jovens acordeonistas Miguel e Lisandro, ambos filhos de antigos emigrantes naturais de Cardigos. Foto: CMM

O vídeo procurou homenagear “quem migra, quem vai e quem vem” e serviu de mote à intervenção final do autarca, que defendeu a ligação entre quem parte e a terra de origem, sintetizada na ideia de que “a distância nunca apagou as raízes e a esperança nunca conheceu fronteiras”.

Durante a tarde foi também inaugurada uma exposição sobre a emigração no concelho de Mação, preparada a partir de contributos da comunidade e de informação histórica e do Arquivo Municipal. A mostra deverá posteriormente circular pelas juntas de freguesia do concelho.

No final, os participantes deslocaram-se ao Jardim Municipal, onde depositaram um ramo de flores no Monumento ao Emigrante e guardaram um minuto de silêncio em memória dos emigrantes já falecidos, seguindo-se um lanche-convívio com animação musical.

O Dia do Emigrante é uma iniciativa promovida habitualmente pelo Município de Mação em torno de 15 de agosto, reunindo emigrantes que regressam ao concelho para férias, antigos emigrantes e familiares.

A documentação municipal mostra que a celebração se realiza há vários anos como momento de encontro de quem vive ou viveu fora do país e regressa ao concelho.

A edição de 2026 alargou o conceito à comunidade imigrante residente no concelho, procurando afirmar Mação como espaço de pertença para quem nasceu no território e para quem chegou de outros países e aí decidiu fixar-se.

A autarquia tinha anunciado previamente o convite a emigrantes, antigos emigrantes e imigrantes para partilharem testemunhos, fotografias e documentos destinados à exposição sobre a emigração local.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply