Festa de São Gens, uma das mais antigas do concelho de Mação, mantém a tradição este sábado. Foto: DR

A aldeia de Santos, no concelho de Mação, vai estar em festa no sábado, dia 11 de janeiro, num evento que combina a cerimónia religiosa com festejos profanos, unindo toda a população.

A festa em honra de São Gens tem o objetivo de manter viva uma tradição que remonta ao século XVIII, assente na Lenda de São Gens.

Primeiramente, a cerimónia religiosa de São Gens começa na igreja da aldeia de devoção a São Mateus.

A procissão com o pequeno andor de São Gens seguirá pela encosta em direção ao monte de São Gens, de forma cónica, em cujo cimo se encontra a ermida do Santo e na qual é celebrada a missa.

De seguida, são benzidos os pães e partilhados entre os fiéis como símbolo de saúde, fertilidade e espiritualidade. Há devotos que reservam esse dia especial desde cedo e deslocam-se, por vezes, de muito longe.

É de salientar que as celebrações de São Gens não são apenas uma homenagem ao santo, mas também uma oportunidade para as famílias se reunirem e fortalecerem os seus laços. Cada ano, a festa renova-se, trazendo novos elementos e uma energia vibrante, enquanto se mantém fiel às raízes e à história que une a comunidade de Santos.

PROGRAMA:
14:00 – Procissão em honra de São Gens parte da igreja da aldeia e segue rumo à capela de São Gens onde é celebrada missa e o ritual de Bênção do Pão.
16:30 – Baile ao som de músicas do Mudo com RUMA (constituída pelo percussionista Ruca Rebordão, cujo álbum Mestiço Atlântico está no Top 20 do World Music Charts Europe e pela bailarina, coreógrafa e especialista em danças na comunidade, Marta Coutinho)
18:00 – Bifanas e Caldo Verde
18:30 – Música tradicional pelo grupo de Cantares de Queixoperra
19:30 – Serão de convívio com petiscos, conversas à lareira, para os mais rijos haverá uma fogueira ao ar-livre

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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