Mação recebeu Alfredo Leite para uma conversa sobre os jovens. Créditos: CMM

Cinco factos e cinco estratégias sobre a ansiedade nos jovens e a promoção do seu bem-estar foram abordados pelo psicólogo Alfredo Leite, numa conversa sobre o seu bem-estar que decorreu em Mação, numa iniciativa da CPCJ local. O psicólogo disse que o excesso de estímulos cria “caos e um vazio de estrutura” nos jovens, tendo destacado a importância de uma parentalidade positiva.

Referiu existir um nível crescente de ansiedade nos jovens que se deve a factos como o excesso de estímulos – que criam um caos e um vazio de estrutura; falta de disciplina – numa tentativa constante de os poupar à dor que os leva a uma outra dor, a de não saberem quem são.

O facto de estarem muito fechados em casa – que faz com que não vivam a realidade mas sim em narrativas e não se preparam para a rudeza do mundo; ter pais cansados – sendo os jovens vítimas de adultos cansados e zangados opostos à necessidade dos jovens de verem nos pais a sua bússola moral; uma mudança muito abrupta no mundo que pode levar a que muitos pais não a acompanham. Devem ser sempre pais que escutam, que ouvem os jovens.

Já em relação a estratégias para amenizar a ansiedade e promover o bem-estar dos jovens, Alfredo Leite referiu a necessidade de rotinas – que criam uma estrutura; frustrações – ensinar a criança a suportar frustrações diárias para aguentar a vida em si; empatia (verdadeira) – escutar com atenção mas não ceder ao drama; ter responsabilidades como antídoto para o vazio pois sem uma missão o vazio instala-se em nós e corrói; tarefas – ter tarefas reais, como fazer a cama, colaborar em casa, ou resolver conflitos.

Esta sessão integra as ações de parentalidade positiva, iniciativa é da CPCJ de Mação com o apoio da Câmara Municipal de Mação.

A conversa teve lugar no Auditório do Centro Cultural Elvino Pereira.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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