Imagem Ilustrativa. Monte Penedo, Mação. Créditos: mediotejo.net

Com o propósito de dar resposta às necessidades de habitabilidade existentes no concelho, a Estratégia Local de Habitação do Município de Mação prevê um investimento de 1 milhão e 400 mil euros até 2025. No documento, foram identificados 26 agregados elegíveis para intervenções ligadas à reabilitação de habitação mas o presidente da autarquia, Vasco Estrela, garante que esta é uma “situação dinâmica” e que serão encontradas soluções para “não deixar ninguém de fora”.

Para meter em prática a estratégia apenas falta a luz verde da Assembleia Municipal de Mação e a celebração oficial do protocolo com o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), através do qual é atribuído financiamento para Câmara Municipal, até 600 mil euros, e para os próprios particulares (através do Programa 1.º Direito), até 800 mil euros.

Elaborada pelos serviços de Ação Social do Município em colaboração com as diversas entidades sociais do concelho e juntas de freguesia, o levantamento das necessidades que constam na Estratégia Local de Habitação (ELH) de Mação remonta a 2019, sublinha o presidente da autarquia, Vasco Estrela, que explana terem sido identificados “os agregados familiares que àquela data não tinham habitações dignas para viver em condições humanas, como todos temos direito”.

Num total de 26 agregados familiares identificados, o autarca admite ao mediotejo.net que houve seriedade no que respeita à identificação de situações, quer do conhecimento da Câmara quer do conhecimento de parceiros sociais, mas sublinha que o investimento total “não será suficiente”.

“O investimento total que estamos a propor que nos concedam é de 1.4 milhões de euros, que eu penso que não será suficiente mas acho também que devemos ser racionais e não devemos crer ir muito para lá daquilo que era a realidade”, explana.

ÁUDIO | VASCO ESTRELA, PRESIDENTE CM MAÇÃO:

Apesar da aprovação do documento final em reunião de Câmara, a 25 de agosto, o edil deixa a nota de que esta é uma “situação dinâmica”. Isto é, existe “maleabilidade para podermos ajustar à realidade que vier a acontecer quando o programa começar a ser implementado”, disse, referindo que “cada um dos casos será avaliado”.

“Espero que a próxima Câmara, seja ela qual for, deve ter abertura para situações que surjam paralelas a esta e que não tenham condições de aceder, para encontrar mecanismos para não deixar ninguém de fora”, acrescentou.

Fortemente alicerçado na “bazuca europeia” (o Plano de Recuperação e Resiliência – PRR), o município tem até 2025 para implementar o programa, esperando “resolver alguns problemas nesta vertente” da habitação.

Ana Rita Cristóvão

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *