SPORT ABRANTES E BENFICA 0 ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DE MAÇÃO 0
Campeonato Distrital da AFS – 1ª Divisão – 19ª jornada – 23-02-2025 (15H00)
Estádio Municipal de Abrantes

Depois da chuva que caiu durante a semana a meteorologia fez uma pausa na precipitação e o palco do jogo, o Municipal de Abrantes, brindou os adeptos com uma temperatura amena, sol, apesar de algumas nuvens e ausência de vento. O relvado apresentava-se cuidado mas pesado devido ao excesso de humidade.
Olhando as estatísticas verificamos que, em 10 embates oficiais (o Abrantes e Benfica tem escalão sénior há pouco tempo) existe um ligeiro ascendente das “águias”. Nas dez vezes que se defrontaram, o Mação venceu três partidas, todas em Mação, houveram três empates e os abrantinos triunfaram por quatro vezes. O melhor que os maçaenses conseguiram em Abrantes foi alcançar dois empates, em quatro jogos realizados.

Sabendo-se que as estatísticas não ganham jogos e que as equipas vêm a fazer um campeonato mediano, ganhando na última jornada, o Abrantes na Glória do Ribatejo e o Mação em casa ao Amiense, a expectativa para este encontro, um derbi regional, eram elevadas.
Com apenas três pontos a separá-las, as equipas de Abrantes e de Mação ocupam o sétimo e oitavo lugar na tabela classificativa com 18 jornadas já cumpridas.

Quando Hugo Simões, o juiz da partida apitou para o início da mesma, viu-se um Mação atrevido a procurar desde cedo um bom resultado em Abrantes. No segundo minuto de jogo, depois de repetidas mudanças de flanco, a desposicionarem a defensiva da casa, Chrys Pedroso rematou forte, já na área. O esférico passou perto da baliza de João Horta.
Sinal mais para os maçaenses que, aos quatro minutos, em jogada de insistência, criou muitas dificuldades ao extremo reduto abrantino, com o remate de Bruno Araújo a sair por cima dos ferros.

O primeiro sinal de reação das “águias” surgiu por Diogo Barrocas, aos nove minutos, com um remate de meia distância que levou o esférico a sobrevoar a baliza à guarda de Chico Sousa.
Responderam os comandados de Francisco Correia à passagem do quarto de hora. Optando por terrenos interiores, Miguel Luz ensaiou um forte remate que não encontrou o alvo, a baliza de João Horta.
Com os “encarnados” a sacudirem a pressão e a equilibrar a contenda, Miguel Catarino, em tarefas ofensivas pelo flanco direito, foi duramente atingido por Parreira. O árbitro entendeu ser passível de ação disciplinar e exibiu o amarelo ao jovem que defrontava os seus antigos companheiros.

Com metade do primeiro tempo esgotado, o equilíbrio era a nota dominante, com os guarda redes sem muito trabalho. Apesar da luta pela posse de bola estar centrada no meio terreno, as equipas iam ensaiado algumas transições ofensivas bem desenhadas.
Aos 22 minutos, Chrys Pedroso cabeceou muito perto do travessão, após cruzamento bem medido de Parreira a partir da ala esquerda. Pouco depois os da casa beneficiaram dum canto que a defensiva visitante afastou, ensaiando o perigoso contra golpe. Atento, o guarda redes João Horta afastou a pontapé.

Aos 27 minutos, numa boa jogada de envolvimento dos “amarelos”, Parreira rematou contra um adversário, ganhando um pontapé do quarto de círculo. Do canto nada resultou. Longos minutos se passaram sem que qualquer das equipas tomasse a iniciativa de tentar resolver o jogo. Jogava-se lento e de forma perfeitamente previsível.
O cronómetro marcava o minuto 42 quando Chrys Pedroso derivou da ala esquerda em diagonal interior, enquadrou-se com a baliza de João Horta e rematou. O esférico ganhou altura e sobrevoou a baliza.

Com o tempo esgotado, a equipa de Paulo Seninho ganhou um canto e na conversão Chico Sousa afastou a soco para a zona de tiro onde, após enorme atrapalhação, saiu um remate ao lado. O juiz da partida, Hugo Simões mandou toda a gente para o descanso com o nulo a prevalecer, perfeitamente justificado pela ausência de situações prometedoras.
O Mação esteve melhor no primeiro quarto de hora mas o Benfica de Abrantes acertou as marcações, começou a ter mais posse de bola e a procurar o golo que não surgiu.

O que Paulo Seninho terá dito no balneário nunca saberemos mas o seu Benfica regressou menos apático e mais acutilante. Logo aos 50 minutos, contrariando um ataque organizado do Mação, uma rápida transição com cruzamento da esquerda colocou Diogo Rosado na cara do golo.
Chico Sousa “abriu o livro” que faria do guarda redes o “homem do jogo”. Com os pés negou o golo e numa segunda vaga subiu mais alto e agarrou com segurança.

A resposta demorou cinco minutos e Chrys Pedroso teve na cabeça o ensejo para marcar mas o remate saiu fraco e à figura do guarda redes. Fácil para João Horta. Numa toada de parada e resposta, um centro remate a partir da ala direita de Zé Pedro acabou nas luvas de Chico Sousa.
A resposta, aos 58 minutos, surgiu numa reposição lateral que permitiu a Chrys Pedroso rematar fraco para as mãos de Horta. Já ultrapassada a hora de jogo o Benfica de Abrantes beneficiou dum livre a meio do meio campo, descaído pela esquerda. O capitão Toni subiu à área contrária para cabecear por cima.

Aos 62 minutos o veterano capitão maçaense, Luís Esteves, ensaiou um remate de meia distância mas a bola não rumou para a baliza de João Horta. Dois minutos depois, o Mação beneficiou dum livre frontal mas a uns trinta metros da baliza. Miguel Luz assumiu a cobrança e rematou forte mas contra a barreira.
Pedro Gonçalves, aos 68 minutos, tentou surpreender Horta com um remate de longe mas o guarda redes estava atento e defendeu sem dificuldade. O Mação ia explorando as reposições laterais para tentar chegar à área contrária, obrigando a atenção permanente do extremo reduto abrantino.

Aos 76 minutos os donos da casa estiveram perto do golo. O Mação perdeu a bola na primeira fase de construção, junto à sua área. Diogo Barrocas rematou forte na pequena área para enorme defesa de Chico Sousa que, de forma espetacular, manteve a sua baliza inviolada.

João Pires tinha entrado à pouco no xadrez de Francisco Correia e procurou fazer “estragos”. Aos 82 minutos recebeu de costas para a baliza, rodou, e rematou perto da baliza dos abrantinos. O lance estava inviabilizado por mão na bola. O mesmo sucedeu no minuto seguinte. A mão de Martim Matos na bola impediu que a cabeçada de João Pires fosse considerada legal.
O livre foi rapidamente marcado e os abrantinos tentaram apanhar o seu adversário em contra pé. Rendeu um canto. Na conversão Chico Sousa voltou a mostrar credenciais, socando para longe. Na segunda vaga Catarino rematou por cima do alvo.

A faltarem dez minutos para o final do tempo regulamentar, Gonçalo Lelé foi obrigado a travar uma investida dos visitantes à margem das leis. Viu a cartolina amarela e do livre nada resultou. Aos 88 minutos, no meio duma grande confusão, Zé Pedro apareceu caído no relvado. O juiz da partida não atendeu os protestos pouco convincentes dos abrantinos.
Já nos descontos um centro remate de Zé Pedro a partir da esquerda levou Chico Sousa a arrojar-se ao solo, fechando com chave de ouro uma agradável prestação.

O nulo assenta bem a ambos os conjuntos pelo que se passou no relvado do Municipal de Abrantes. A equipa da casa esteve melhor, criou as melhores ocasiões de golo, mas esbarrou num guarda redes em boa forma e que manteve a baliza do Mação inviolável. Jogo agradável de seguir, entre duas boas equipas e num palco à medida. Notou-se o cansaço devido ao relvado muito pesado. Boa arbitragem de Hugo Simões.

FICHA DO JOGO:
SPORT ABRANTES E BENFICA:
João Horta, Miguel Catarino, Toni, Diogo Mateus, Gonçalo Lelé, Pedro Damas (Martim Amaro), Miguel Seninho, Diogo Rosado, Diogo Barrocas (Cláudio Louro), Zé Pedro e João Reis.
Suplentes não utilizados: Miguel Ferreira, Guilherme Oliveira, Manuel Vítor, Nélson Monteiro e Francisco Valente.
Treinador: Paulo Seninho.

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DE MAÇÃO:
Chico Sousa, Nuno Neves, Saul, Bruno Araújo (Charles), Pedro Gonçalves, Luís Esteves (Martim Estrela), Guilherme Camargo, David Aguiar, Afonso Parreira (Martim Matos), Chrystian Pedroso (João Pires) e Miguel Luz.
Suplentes não utilizados: Afonso Pissarreira, Bernardo Bento e Filipe Falua.
Treinador: Francisco Correia.

EQUIPA DE ARBITRAGEM:
Hugo Simões, Afonso Cunha e Bruno Ramos.

No final ouvimos os treinadores de ambas as equipas no “flash interview”:
PAULO SENINHO, treinador do Abrantes e Benfica:

FRANCISCO CORREIA, treinador do Mação:

C/ DAVID PEREIRA (multimédia)
