A Feira dos Santos de Mação realiza-se desde 1800 e é uma das maiores e mais importantes da região. A iniciativa bicentenária atrai visitantes de toda a região, oferecendo uma grande variedade de produtos, que vão dos cereais, aos hortofrutícolas, utensílios de cozinha, jardinagem ou agricultura, roupa e calçado, além dos produtos típicos da gastronomia local, nomeadamente bolos e broas da época.
A feira faz-se pelas ruas ao longo do centro histórico da vila, entre o Largo do Matadouro, o Largo dos Combatentes e o Largo da Feira, junto ao Museu e GNR, onde decorre habitualmente a feira franca.
Sendo a mais antiga do concelho e uma das mais conhecidas da região por ser a “Feira Grande” sobretudo pela variedade de produtos vendidos, surgiu pela provada falta que fazia a Mação e aos concelhos vizinhos. Afirmou-se de tal forma que, mais de dois séculos depois, continua a ser uma das maiores e a sua realização uma das mais ansiadas no calendário.

Recorda o município, que em decreto de 4 de setembro de 1800, concedia o reino a provisão para a criação de uma feira em Mação: “Faço saber que os moradores da Vila de Mação Me pediam fosse servido conceder-lhes uma licença para poderem ter feira nos dias primeiro, segundo e terceiro de Novembro de cada ano. Hei por bem conceder aos suplicantes a necessária faculdade para terem uma feira na sobredita Vila de Mação”.
Realizando-se a 1 de novembro, veio suplantar as necessidades da comunidade, permitindo que as famílias se abastecessem e se preparassem para o Inverno, enchendo as arcas e despensas com cereais, feijão, grão, milho e frutos secos, e comprando ferramentas e materiais agrícolas para o cultivo das terras.

Hoje em dia, apesar da comodidade de uma ida ao hipermercado ou outros mercados mais modernos, ainda há quem privilegie a compra destes produtos na Feira dos Santos, juntamente com a escolha dos panos, as escadas e outros utensílios a tempo da apanha da azeitona, bem como árvores de fruto e outras que se adaptem à época.
Sendo Dia de Todos os Santos, e este ano realizando-se a uma sexta-feira ditando um fim-de-semana grande, certamente que permitirá o cumprir da tradição secular aliada ao corre-corre das crianças, com o hábito de virem com as suas famílias até à vila, e pelas ruas, de sacola, irem pedindo os “Bolinhos Santinhos”.
