Foto: CMM

O Município de Mação, por via do projeto “Histórias das Nossas Memórias”, levado a cabo pelo Clube Sénior desde há dois anos, tem recolhido terra a terra o património imaterial do concelho, viajando através da memória e vozes dos mais antigos maçanicos que têm sigo guardiões da tradição oral passada de geração em geração. Agora, rezas, mezinhas, lendas, ditos e provérbios populares, canções e jogos, tradições e superstições vão ser compilados numa publicação, traduzidos numa Carta Cultural do concelho.

O trabalho tem sido feito no terreno, com recolha pelas técnicas da Câmara das áreas da Comunicação e Biblioteca, que têm trabalhado para recuperar a memória coletiva de Mação, sob as mais diversas formas e formatos, no sentido de agora as preservar e assegurar a sua transmissão para as gerações futuras.

Vídeo: Excerto de um dos registos feitos em torno deste projeto de recolha do património coletivo de tradição oral em Mação, que irá originar compilação numa Carta Cultural publicada em livro

“Muito no sentido daquilo que motivou a Carta Gastronómica de Mação, que resgatou comeres e sabores, este novo documento resgatará o património cultural oral. A compilação de toda esta informação será igualmente apresentada em forma de livro, apoiado por um conjunto de vídeos”, refere a autarquia em nota de imprensa.

Durante a recolha, ao longo dos últimos dois anos, têm-se comprovado que “cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso”, na certeza de que “terra a terra, encontramos saberes e dizeres diferentes, o que é um gosto”.

O trabalho de recolha tem sido “condicionado pela pandemia e pelas próprias diretivas das entidades responsáveis, visto tratar-se de pessoas essencialmente idosas, mas cujos conteúdos continuam a ser transcritos e tratados conforme programado”, afirma a autarquia.

O projeto conta com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, tal como outras iniciativas/projetos do Clube Sénior, no âmbito do projeto “+ Atividade – Solidão”.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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