Vila de Mação. Créditos: CMM

Mação comemora os 300 anos do nascimento do Padre António Pereira de Figueiredo com um programa que se estende até final do ano e que começou no dia 1 de fevereiro. Este sábado, dia 15, haverá lugar a uma conferência sobre a ‘Vida e Obra de Figueiredo’, às 15H00, no Centro Cultural, momento antecedido de arruada pela Filarmónica Maçaense (SFUM) e descerramento de placa comemorativa.

António Pereira de Figueiredo nasceu em Mação a 14 de fevereiro de 1725. Estudou em Vila Viçosa e Coimbra, fez-se padre e um grande vulto da cultura portuguesa, para alguns o maior erudito do séc. XVIII.

Mação sempre foi feito das suas pessoas. As que marcam o seu dia-a-dia e as que partem, fazem, são e marcam a sua história, local e global. O Padre António Pereira de Figueiredo foi um maçaense, um filho de Mação, dos que partiu atrás da sua vocação. Em 2025 assinalam-se os 300 anos do seu nascimento.

A Câmara Municipal de Mação ajudou a criar uma Comissão Organizadora desta efeméride, por proposta de José Carlos Gueifão, maçaense e grande estudioso da sua vida e obra. Além de ser uma data singular, poderão muitos não conhecer Pereira de Figueiredo e o objetivo é, precisamente, dá-lo a conhecer, e à sua obra, de forma particular aos mais novos.

Mação tem uma rua com o seu nome, a artéria principal da vila, onde se situa o edifício dos Paços do Concelho e, um pouco ao lado, o Monumento a si dedicado em 2009, no antigo local da casa da sua família, onde nasceu.

Mação assinala 300 anos do nascimento do Padre Figueiredo em 2025. Créditos: CMM

António Pereira de Figueiredo nasceu em Mação a 14 de fevereiro de 1725. Estudou em Vila Viçosa e Coimbra, fez-se padre e um grande vulto da cultura portuguesa, para alguns o maior erudito do séc. XVIII. Foi um religioso oratoriano português que desempenhou inúmeras atividades: latinista, filólogo, historiador, canonista e teólogo.

O seu trabalho mais importante foi ter feito a primeira tradução integral da Bíblia para a língua portuguesa, projeto a que dedicou 18 anos, um feito notável.

Nas várias particularidades da sua vida há o facto de ter mantido na sua terra a produção do famoso vinho Chave Dourada que deu a conhecer, por exemplo, nas Cortes de D. José I onde foi membro da Real Mesa Censória.

Viveu, sobreviveu e relatou num pequeno livro o que foi o terramoto de 1755 em Lisboa. Foi próximo do Marquês de Pombal.

Pereira de Figueiredo tornou-se no que muitos apelidam de “teólogo oficial” de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal), primeiro-ministro no reinado de D. José I. Faleceu a 14 de agosto de 1797, em Lisboa.

A Comissão Organizadora é composta por representantes de várias entidades e particulares, sendo: Margarida Lopes, Vasco Estrela, José Carlos Gueifão, Pe. Amândio Mateus, José António Almeida, António Manuel da Silva, Anabela Borralheiro, Sandra Alexandre, Rosário Wahnon, Maria João Louro e Vera Dias António.

PROGRAMA DE COMEMORAÇÕES 2025

  • 1 de fevereiro: Cineteatro, 21h30

Início das Comemorações com Concerto pela Sociedade Filarmónica União Maçaense

  • 2 de fevereiro: Igreja Matriz, 12h00

Missa evocativa

  • 15 de fevereiro de 2025: 14h00

Arruada pela SFUM

Descerramento de placa comemorativa

Conferência – Vida e Obra de Figueiredo

  • 23 de fevereiro: Igreja Matriz, 12h00

Missa de evocação do Batismo de Figueiredo, com a presença do Sr. Bispo D. Antonino Dias, da Diocese de Portalegre-Castelo Branco

  • 5 de abril: 16h00

Inauguração de Sala de Estudos dedicada a Figueiredo e Exposição – Biblioteca Municipal de Mação

  • 31 de maio: 16h00

Apresentação do livro sobre Figueiredo, por António Manuel da Silva – Auditório do Centro Cultural Elvino Pereira

  • Julho – Feira Mostra do Concelho de Mação

Stand do Município – Nova apresentação do livro sobre Figueiredo

  • 15 de agosto: Igreja Matriz, 12h00

Missa de sufrágio – 228 anos da morte do Padre Figueiredo

  • 1 de novembro: Cineteatro, 21h30

4.ª Edição do Concerto Francisco Serrano, Cineteatro, também dedicado ao Padre António Pereira de Figueiredo.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Entre na conversa

1 Comment

  1. Agradecemos que seja dada informação da data que publicitaram a efeméride do Padre Joaquim da Silva Tavares natural de Cardigos, que no seu tempo alguns chegaram a considerar o segundo homem mais sábio do Mundo.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *