A Câmara de Mação alertou para a presença de javalis dentro das localidades, incluindo junto a habitações, apelando à população para não deixar lixo ou restos de comida acessíveis e não alimentar os animais.
Num aviso à população divulgado pelo município, é pedido aos munícipes que mantenham os contentores de lixo devidamente fechados e evitem deixar alimentos no exterior, de forma a não atrair os animais para as zonas habitadas.
A autarquia sublinha que a disponibilidade de comida facilita a aproximação dos javalis às habitações e pode contribuir para que estes se habituem à presença humana, levando-os a procurar alimento regularmente junto das localidades.
O município alerta ainda que a presença dos animais em zonas habitacionais pode aumentar o risco de acidentes e de situações de perigo para pessoas, animais de companhia e para os próprios javalis.
“Não alimentar. Não deixar lixo acessível” é o apelo deixado pela Câmara de Mação, que considera a colaboração da população fundamental para evitar a aproximação dos animais às áreas residenciais.
O problema da presença de javalis junto de zonas habitadas não é exclusivo de Mação e tem vindo a motivar alertas e medidas de controlo em diferentes regiões do país. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) considera que, em Portugal Continental, a população de javalis se encontra acima da capacidade de suporte do meio.
Em 2024, o ICNF justificou a promoção de medidas de correção da densidade de javalis com a necessidade de prevenir a peste suína africana e minimizar os danos provocados pela espécie em culturas agrícolas e florestais, bem como os acidentes rodoviários.
O Plano Estratégico e de Ação do Javali em Portugal, apresentado em 2023, apontou para uma estimativa de cerca de 300 mil javalis no país e para uma tendência de crescimento das populações, defendendo uma abordagem que combine diferentes medidas de gestão da espécie.
Entre os fatores que favorecem a expansão do javali estão a elevada capacidade de reprodução, a adaptação a diferentes ambientes e a disponibilidade de alimento. A espécie tem também capacidade para utilizar áreas humanizadas e aproximar-se de zonas agrícolas e periurbanas, sobretudo durante a noite.
A disponibilidade de alimento nas zonas habitadas é, por isso, apontada como um dos fatores que pode favorecer a aproximação dos animais. O plano de ação nacional defende, além de medidas de controlo populacional, a redução do acesso a fontes suplementares de alimento, tanto em áreas urbanas como rurais.
Na região, a presença de javalis tem também sido associada a preocupações de segurança rodoviária. Dados da Infraestruturas de Portugal relativos à monitorização da mortalidade de fauna identificaram a A23 e a EN119, no distrito de Santarém, entre os troços com maior incidência de ocorrências envolvendo javalis e outros ungulados.
A presença de javalis em zonas urbanas tem sido igualmente registada noutras partes do país. Em agosto, a circulação de animais nas ruas de Setúbal voltou a motivar alertas e medidas de contenção, enquanto em Sintra foram reportados danos em jardins, relvados e hortas provocados pela espécie.
Em Mação, a Câmara Municipal não adianta no aviso divulgado quaisquer números relativos aos animais avistados, nem indica medidas de controlo da população, centrando o apelo na prevenção da aproximação dos javalis às habitações através da redução das fontes de alimento acessíveis.


Não se deve de matar bichos mas sim dar alimento se não morrem á fome para se exporem alguma coisa se passa chamar protetora dos animais por exemplo…acredito que me preocupa a peste por isso deve se chamar alguém especialista que cuidem desses animais É desumano no tempo de hoje em dia não dar água e comida com o cuidado de não se por muito perto