Foto: mediotejo.net

A sessão foi conduzida pela docente Rita Anastácio, coordenadora do curso e Pró-Presidente do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), contando com a presença do também docente e investigador do IPT, Luiz Oosterbeek, do presidente da Escola Nacional de Bombeiros, Vítor Reis, e do autarca da CM Mação, Vasco Estrela.

Perante alguns dos alunos inscritos presentes no auditório do Centro Cultural Elvino Pereira, Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal de Mação, referiu ser “com muito gosto” que o Município inicia uma nova parceria com o Instituto Politécnico de Tomar, tratando-se de “um curso que reputamos de natural importância, ainda mais tendo como sua base o concelho de Mação que tanto tem sofrido com esta temática. Desejo que o curso seja profícuo, que as pessoas que o vão frequentar atinjam os seus objetivos, que seja uma aposta ganhadora”, disse, agradecendo da parte da CM Mação e transmitindo o “compromisso para que tudo corra com a normalidade que procuram e que tenham todas as condições”.

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“Termino agradecendo muito reconhecidamente a confiança que, uma vez mais, o IPT está a depositar no concelho de Mação e nesta Câmara Municipal”, disse, o edil, notando que o projeto de parceria iniciado há muitos anos “tem dado muitos frutos”.

Sobre a relação do Politécnico de Tomar com o Município de Mação falou o presidente do Instituto Terra e Memória e diretor do Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, em Mação, Luiz Oosterbeek.

O docente do IPT, responsável por ter trazido o ensino superior para Mação há cerca de 20 anos, com cursos e programas internacionais na área da Arqueologia e Património Cultural, numa parceria que une ao Instituto Terra e Memória e o Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, e com apoio do Município de Mação, que integra da rede de Cidades de Aprendizagem da UNESCO desde 2016.

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ÁUDIO | Luiz Oosterbeek, docente e investigador do IPT

Oosterbeek refere que ao ministrar estes cursos em Mação, se tentou mostrar que se pode “administrar o território de outra forma” e que “o caminho é a criação de centros de investigação e produção de conhecimento dispersos pelo território, mas ligados em rede”.

“Penso que Mação provou isso. Que era possível criar centros de excelência, internacionais, avaliados com rigor, com financiamentos transparentes, concursados. E era possível fazer isso em locais em que ninguém acreditava”, afirmou.

“Vir para aqui é mostrar que se pode administrar Portugal de outra forma”, frisou o docente e investigador.

Por outro lado, Vítor Reis, presidente da Escola Nacional de Bombeiros, apresentou a Escola Nacional de Bombeiros e deu conta do seu envolvimento em cursos ministrados em parceria. O responsável referiu-se ainda à mudança de foco para a prevenção e proteção civil, que assume particular relevância a nível municipal.

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ÁUDIO | Vítor Reis, presidente da Escola Nacional de Bombeiros,

Na sessão de abertura, decorreu ainda uma palestra de abertura, sobre o “Ciclo de uma Resposta Humanitária Internacional e Articulação com os Sistemas Nacionais de Proteção”, pelo orador convidado Pedro Matos.

Trabalhador humanitário há mais de 10 anos, trabalha com as Nações Unidas, e é especialista em gestão de emergências na área da ajuda alimentar tendo já trabalhado em países como o Iémen, Mali, Sudão, Bangladesh, Etiópia e coordenou a resposta alimentar em Moçambique após o Ciclone Idai.

Deu conta da atividade dinamizada no âmbito do Programa Mundial de Alimentação (WFP), e referiu-se aos mecanismos e processos que se desenvolvem quando a necessidade de resposta face a uma catástrofe ultrapassa a capacidade de um país e é necessária uma resposta internacional, dada a sua experiência pessoal.

A pós-graduação tem como principal objetivo compreender e aplicar conhecimentos no domínio do Território e da Proteção Civil, que permitam intervir no espaço rural.

O curso de Pós-Graduação em Território e Proteção Civil “pretende potenciar e consolidar conhecimentos transversais considerados essenciais para a área, valorizando a aquisição de formação interdisciplinar e de competências específicas, designadamente nos domínios da técnicas e tecnologias de levantamento de campo, de gabinete e operações de intervenção prática no espaço rural”.

Este curso faz parte da Rede Politécnica A23 (A23 Polytechnic Network), “um projeto que visa estabelecer uma rede temática de ensino superior, formação ao longo da vida e investigação aplicada (Escola) nas áreas da Proteção de Pessoas e Bens e Competências Digitais”.

Fonte: IPT

É destinado a trabalhadores em entidades que desenvolvem atividades em áreas relacionadas com o curso,
desde estruturas regionais dos Ministérios da Tutela, a instituições de ensino superior e secundário, autarquias e associações, tais como: GIPS; Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA); DFCI | SapadoresFlorestais; Agentes/colaboradores dos serviços da Proteção Civil da Administração Pública Central e Local, Bombeiros / Corpos de Bombeiros e Serviços Municipais de PC, agentes/colaboradores dos Departamentos de Segurança de empresas públicas e privadas, Profissionais liberais e ativos de empresas que operem nas áreas da Proteção Civil e Segurança.

Mais informação em https://portal2.ipt.pt/pt/cursos/Pos-graduacoes/PG_-_TPC/

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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