O Sudário de Turim está na Catedral de San Giovanni Battista, em Turim, desde 1578. Foto: DR

A palestra estará a cargo do presidente da Academia Tubuciana de Abrantes. Victor Manuel de Matos Lobo nasceu em Coimbra em 18 fevereiro de 1940. Foi professor catedrático da Universidade de Coimbra, trabalhando no domínio das propriedades termodinâmicas e de transporte das soluções de eletrólitos, e no domínio da corrosão. No campo científico trabalhou na Alemanha, em França, e ainda em Nápoles (Itália), em Camberra (Austrália) e em Moscovo (Rússia).

É membro da Academia Portuguesa de Ciências, um dos raros membros eleitos por unanimidade. Foi o primeiro português a ser membro titular da International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC), na área da eletroquímica. Pertence à Comissão Redatorial de algumas revistas científicas, é (ou foi) presidente da Sociedade Portuguesa de Eletroquímica, membro do Conselho Nacional de Educação, presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Química, vice-presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Eletroquímica, presidente da Assembleia Geral da Intercultura, presidente de uma Comissão Nacional sobre Corrosão, presidente do Departamento de Química e chefe da delegação portuguesa a reuniões internacionais de comissões internacionais de normalização (ISO e CEN).

A palestra estará também a cargo de Antero de Frias Moreira, licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina do Porto, e presidente do Centro Português de Sindonologia (associação não lucrativa de caráter cultural destinada ao estudo e divulgação do Santo Sudário). Estudioso do tema desde 2005, é autor do livro “Sudário de Turim, mortalha de Cristo ou fraude medieval?”.

Mantém contactos privilegiados com investigadores internacionais do Sudário de Turim. Comentador até 2015 no blog norte-americano de discussão científica ‘Shroud of Turin Blog’. Publicou artigos de carácter científico sobre o Sudário de Turim no site do Centro Português de Sindonologia. Frequentou congressos sindonológicos internacionais e continua a acompanhar novos estudos. Proferiu várias comunicações sobre o tema em Portugal.

A Academia Tubuciana, fundada em 13 de maio de 1802 em Abrantes, sempre foi uma instituição cultural. Começou por promover a economia e as belas letras, com proteção do príncipe D. João, futuro rei de Portugal, D. João VI. Surgiu da ideia de dois ilustres médicos do século XVIII, Rodrigo Soares de Bivar e de Inácio Francisco Tamagnini, ainda no século das luzes.

A instituição teve o seu primitivo nome de Sociedade Literária Tubuciana, tendo tido dezenas de sócios no século XIX, três dos quais, foram primeiro-ministros do Reino de Portugal, para além de uma panóplia de eruditos, poetas, militares, fidalgos, juristas, frades, sacerdotes, médicos entre outros.

O evento, que conta com o envolvimento da Universidade Sénior de Mação, tem entrada livre.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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