O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, vai ser candidato a um terceiro e último mandato à Câmara de Ourém pela coligação PSD/CDS-PP nas próximas autárquicas, tendo apontado a quatro razões para assumir a candidatura e traçado como prioridades a saúde, habitação, economia e acessibilidades. O acordo entre PSD e CDS-PP, assinado na terça-feira, repete a coligação nas eleições locais de 2017 e 2021.
“Apresentei ontem a minha recandidatura ao 3.º mandato na câmara municipal de Ourém! Entendi que o devia fazer, por 4 razões fundamentais: 1.º Apoio incondicional da minha família. 2.º Apoio unânime do PSD e do CDS. 3.º Apoio de muitos Ourienses, que muito me incentivaram a continuar o trabalho iniciado em 2017. 4.º Muitos projectos e processos em curso, nomeadamente com fundos comunitários associados, e que gostaria de terminar”, declarou Luís Miguel Albuquerque, na sua página nas redes sociais.
“Será mais um desafio, para o qual, estarei preparado, e muito motivado, para continuar a trabalhar em prol de todos! Um agradecimento, muito grande, a todos, os que lotaram o pavilhão multiusos, da Escola Secundária de Ourém”, declarou Luís Albuquerque.
Em termos políticos, o autarca social democrata, em declarações à Lusa, disse fazer sentido concluir um ciclo de três mandatos, tendo apontado a projetos a concretizar, em coligação com o CDS-PP.
“Iniciámos um projeto em conjunto e pareceu-nos que para terminar este ciclo autárquico que, a concretizar-se, serão 12 anos, fazia sentido continuarmos em conjunto e, portanto, é a continuidade daquilo que tem vindo a ser feito ao longo dos últimos anos”, disse Luís Albuquerque à Lusa.
O cabeça de lista afirmou que para a decisão de ser de novo candidato a este município do distrito de Santarém pesou o apoio da família, além de ter sentido uma “vontade enorme das comissões políticas do PSD e do CDS” para a recandidatura.

Por outro lado, o social-democrata salientou que recebe “diariamente muitos apelos, muitos incentivos” para ser recandidato.
“E, claro, o quarto [motivo] e não menos importante, o facto de termos muitos projetos em curso”, adiantou.
Luís Albuquerque reconheceu que se para este mandato, que ainda coincidiu com a pandemia de covid-19, “era necessário alguém que estivesse conhecedor da realidade e de toda a máquina autárquica para poder [dela] sair da melhor forma”, o próximo tem projetos importantes do Plano de Recuperação e Resiliência ou do Portugal 2030 que são necessários continuar a desenvolver.
“Parece-me que alguém já com alguma experiência autárquica é fundamental para que estes projetos possam ter o melhor seguimento”, considerou.
Entre as prioridades, o candidato apontou a saúde, área onde o concelho continua a ter “problemas graves” no acesso a cuidados primários, nomeadamente a norte do concelho.
“Bem sabemos que não é competência nossa a colocação de profissionais de saúde, mas temos de continuar a investir nas boas condições físicas, para que os profissionais possam ter boas condições para trabalhar”, declarou, para garantir que esse é um trabalho que o município “vai continuar a fazer” e que já começa a dar resultados.
Ainda na saúde, o candidato acrescentou: “Não descansamos enquanto não tivermos toda a gente com um médico de família”.
Outra das prioridades é a questão da habitação, com Luís Albuquerque a lembrar que quando se candidatou o objetivo era ter mais residentes e mais emprego no concelho, o que “está a acontecer”.
Contudo, reconheceu que tal traz um problema, a falta de habitação, adiantando estar em curso projetos para novas habitações, em Ourém, Fátima, Caxarias e Vilar dos Prazeres.
“Temos 100 apartamentos contratualizados, digamos assim, com o IHRU [Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana]” e “a ambição de concretizar esse objetivo no próximo mandato”, continuou, tendo contado com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, na sessão de apresentação da recndidatura.
Já no setor económico, elencou condições para as empresas já instaladas poderem evoluir ou para a fixação de outras.
Depois da criação da Zona Industrial da Freixianda e da ampliação das zonas industriais de Caxarias e de Ourém, segue-se a requalificação/execução da de Fátima, com o objetivo de a organizar.

Luís Albuquerque assegurou ainda que vai trabalhar para melhorar as acessibilidades no concelho, exemplificando com a conclusão da requalificação das entradas de Fátima, incluindo a Avenida João XXIII, de acesso à Autoestrada 1.
Nas últimas autárquicas, a coligação PSD/CDS-PP conquistou seis mandatos e o PS um na Câmara.
Para o próximo sufrágio, previsto para setembro ou outubro, o objetivo é “ganhar com maioria”, para que possa executar o programa eleitoral “de uma forma sustentável e sem ter de estar dependentes de terceiros”.
“Obviamente, que o resultado que tivemos há quatro anos é muito difícil de igualar, porque há uma série de fatores que se conjugaram para que isso tivesse acontecido”, disse Luís Albuquerque, com a expectativa de que a candidatura possa voltar a ter uma “vitória significativa”.
