Num mundo cada vez mais globalizado, onde Portugal não é exceção, pelas boas e más razões, a organização possível das regiões deve assentar em estratégias realistas e não apenas em planos para encher o olho aos eleitores e os bolsos a alguns consultores.
A situação económica e a centralidade do Médio Tejo, mas também da Lezíria, a sua proximidade a Lisboa, o seu flanco / ponto de charneira com o Alentejo, Beira Baixa e Beira Litoral e Espanha, a existência de uma forte resposta ao nível de infraestruturas como a A23, a A1, a A13, as linhas de caminho de ferro do Norte e da Beira Baixa, sem esquecer o Terminal Multimodal de Contentores em Torres Novas/Golegã e a base área de Tancos, fazem desta região o local de excelência para a instalação das novas unidades de logística do país.
A proximidade também ao Politécnico de Tomar, que tem todo o potencial para desenvolver esta área, e a existência de uma associação empresarial de excelência como é o NERSANT completam o cocktail ideal para fazer da necessidade uma grande oportunidade económica para a região.
Mais do que competir entre autarquias sobre quem é o melhor para acolher esta ou aquela empresa, uma estratégia regional de promoção internacional pode apresentar a região como o local de excelência para este sector dos serviços. Recordo que são empresas não poluentes, com elevada capacidade de contratação, com forte valor acrescentado e que têm tudo para ajudar a puxar/desenvolver o tecido económico local.
O PSD tem feito bem o seu caminho nesta matéria e já na discussão do último Orçamento de Estado questionámos e fizemos propostas ao Governo que chamaram a atenção para o transporte de mercadorias e para esta forma de olhar para a região. Esperamos que mais se juntem pois pode ser uma boa oportunidade.
