A Tuna Tramagalense foi reativada em 2017 e tem organizado exposições, colóquios e conferências de preservação da memória e divulgação da história do Tramagal. Foto: Tuna Tramagalense

“Para que o tempo não apague a memória, mesmo desagradável e horrorosa, a Direção da Tuna entendeu realizar uma evocação, quando passam cem anos da tragédia, no próximo dia 20 de abril, em que aconteceu o incêndio da sede da Tuna Tramagalense, em que pereceram oito pessoas”, indica a direção da associação, em nota publicada na sai página.

O programa começa às 10h30, com a deposição de “coroa de flores” no Mausoléu das Vítimas do Incêndio da Tuna Tramagalense, erigido por subscrição pública, no Cemitério Ocidental de Tramagal, momento ao qual se segue, às 11h30, a colocação de Placa Evocativa da Sede da Tuna Tramagalense, na residência particular, no n° 14, da rua da Tuna, em Tramagal.

À tarde, às 17:30, o Salão da Tuna Tramagalense/Sala de Baile do TTL, acolhe a sessão evocativa do incêndio da Tuna Tramagalense e lançamento do livro “Tragédia no Tramagal – Incêndio da Tuna Tramagalense – 20 de abril de 1924, Domingo de Páscoa”.

Na trágica ocorrência no dia 20 de abril de 1924, Domingo de Páscoa, perderam a vida, pela ordem apresentada no mausoléu erigido por subscrição pública, no Cemitério Ocidental de Tramagal: Maria José Lopes Contente, de 8 anos; Maria Bernardina Jacob; Maria Antónia Baião, Maria José Gonçalves César, Josefa Calado (ou Josefa Delfina Fernandinho), Tereza Faria, Sofia Ferreira (ou Sofia Lopes Contente, ou Sofia Florinda Contente, ou Sofia Ferreira Jorge) e Tereza Teodora (ou Tereza Rita de Oliveira, ou Tereza Teodora Vitorino).

A Assembleia-Geral da Tuna Tramagalense, reunida em 15 de abril de 2017, elegeu os primeiros Órgãos Sociais, reativando a associação. A fotografia enquadra os 22 associados participantes na Assembleia-Geral, acompanhados de amigos tramagalenses. Foto: Tuna Tramagalense

Associando-se à “Evocação dos 100 anos do Incêndio da sede da Tuna Tramagalense”, a Junta de Freguesia de Tramagal deliberou que, no sábado, 20 de abril de 2024, a bandeira da Freguesia estará colocada a meia haste, em memória da trágica ocorrência.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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