Pois é. Estamos em tempo de ‘Black Friday’, festinhas, aniversários, todos empolgados em comprar prendas e prendinhas, lembranças do amor eterno, da amizade sem confins, das famílias perfeitas. Longas filas nas lojas e supermercados (talvez a comprar os sapatos do LIDl) os as peúgas quentinhas para a sobrinha. É o tempo delas, devemos faze-lo, e eu, apesar de não entender porque deve ser agora e não ao longo do ano, compreendo esta azafama. É a tradição, dizem.
Mas…neste mundo há sempre um mas. Porque não fazer algo diferente este ano? Porque não ir a uma loja do centro histórico e adquirir algo único, artesanal? Algo que possa ajudar aquele comerciante e aquele artesão que apostaram neste tipo de negócio? Porque não comprar um disco ou um livro dum autor da nossa terra, da nossa cidade? Porque não encomendar um retrato ou um quadro a um dos vários artistas do Médio Tejo, ficando assim com algo original e ímpar?
As vezes canso-me ir a casa de pessoas e ver o mesmo quadro comprado na loja chinesa ou no mercado. Muda a cor, muda o tamanho, mas o quadro é mesmo. Mesma cara com a lágrima a escorrer, mesma paisagem com cavalos e carroça, a mesma rapariga de costas.
Não seria melhor investir em algo mais personalizado para ter em casa?
Ao adquirir ficamos com uma peça que outros não têm e o artista ou o artesão, podem continuar a criar e viver dignamente.
Não é uma boa ideia?

