Candidatos do PS por Santarém em campanha em Sardoal. Créditos: mediotejo.net

O Partido Socialista continua a sua campanha para as eleições legislativas tendo estado em Sardoal no sábado, numa visita pela serra de Alcaravela, onde nascerão as Áreas Integradas de Gestão de Paisagem, e por alguns produtores locais, dando ênfase aos produtos endógenos, do vinho ao azeite, terminando num lagar em Valhascos. Em contacto com os eleitores, na rua, os candidatos do PS faziam passar mensagens políticas focadas nas questões do futuro primeiro-ministro e da estabilidade governativa em Portugal. Ao nosso jornal os candidatos pelo circulo eleitoral de Santarém, Hugo Costa e Maria do Céu Antunes, falaram sobre as propostas políticas socialistas para o Médio Tejo e para o distrito.

As propostas do PS para o distrito de Santarém e para a região do Médio Tejo, nomeadamente na área da saúde e acessibilidades foram dadas a conhecer no sábado ao mediotejo.net pelo atual deputado Hugo Costa, presidente da Federação Distrital do PS e candidato número dois à Assembleia da República pelo circulo eleitoral de Santarém.

Em declarações ao nosso jornal, no centro da vila de Sardoal, Hugo Costa falou num programa “claro” do PS e apresentou algumas propostas para o distrito de Santarém, tendo referido, relativamente às acessibilidades, que na Chamusca, sobre o Eco Parque do Relvão, “o Partido Socialista compromete-se em resolver o problema histórico do IC3, um problema com décadas que já devia estar resolvido”.

Em relação à conclusão do IC9, a travessia sobre o rio Tejo que ligará Abrantes a Ponte de Sor “está no Plano Nacional de Investimentos a sua conclusão e é para realizar”, garantiu o candidato, tendo acrescentado que no programa do PS consta também “a ligação do IC9 a Fátima” tal como “a modernização da linha do Norte entre o Entroncamento e Santarém”.

Falando na Saúde, o candidato socialista manifestou “orgulho” no que foi feito. “Sabemos que em 2015 tínhamos menos profissionais de saúde, menos serviços de saúde”, disse, lembrando que no Centro Hospitalar do Médio Tejo “abriu o internamento em Medicina Interna em Tomar e em Torres Novas, existem obras aprovadas para a Urgência de Abrantes, também há um TAC em Tomar e um em Torres Novas, completando com o TAC de Abrantes, que já existia. Há uma ressonância magnética para o Médio Tejo e isso é uma demonstração do investimento no Centro Hospitalar do Médio Tejo”, frisou.

Hugo Costa referiu também o investimento no Hospital de Santarém, onde “o bloco operatório é uma realidade” tal como “a maternidade”, ou seja, “quer em matéria de acessibilidades quer em saúde é continuar o que foi feito cumprindo as nossas promessas”, assegurou, dando outros exemplos no distrito, como a Ponte Rainha Dona Amélia.

Candidatos do PS por Santarém em campanha em Sardoal. Créditos: mediotejo.net

Hugo Costa salientou ainda a necessidade da criação de uma nova NUT II que admitiu poder ser “complexo do ponto de vista técnico mas que permite à nossa região ter capacidade para decidir os seus próprios fundos, uma região entre o Médio Tejo, a Lezíria do Tejo e o Oeste”.

VIDEO | DECLARAÇÕES DE HUGO COSTA, CANDIDATO E PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO PS:

Também Maria do Céu Antunes, ministra da Agricultura mas presente em Sardoal como candidata em lugar elegível pelo circulo eleitoral de Santarém, em declarações ao mediotejo.net disse querer “responder aos grandes desafios para esta região” e falou na criação da NUT II.

Falando pelo coletivo, Maria do Céu Antunes, ex-presidente da Câmara de Abrantes e da CIM Médio Tejo, salientou que os candidatos do PS querem “uma nova NUT, uma região administrativa que há tanto aspiramos para poder efetivamente responder a um desenvolvimento socioeconómico integrado e que verdadeiramente valorize todas as potencialidades deste nosso território juntando a Lezíria, o Médio Tejo e o Oeste”.

Uma nova base para que, segundo a candidata do PS, “possamos aspirar a que a agricultura, o turismo, a indústria possa corresponder àquilo que tem de melhor nesta região, que são as pessoas, e que querem potenciar esta mesma região, pondo o património, a natureza, o turismo ao serviço de Portugal”.

Maria do Céu Antunes avançou que o PS quer também desenvolver a região “do ponto de vista estrutural. Há infraestruturas que são fundamentais que sejam construídas, o IC3, a conclusão do IC9, determinantes para a vitalidade desta região mas há um conjunto de estruturas imateriais, seja no domínio do ensino, seja no domínio da saúde, determinantes para capacitar a nossa região” para a próxima década.

Maria do Céu Antunes lembrou que Portugal “dispõe neste momento de um conjunto de recursos financeiros e de oportunidades que temos de saber trazer para este nosso território e podermos alavancar o desenvolvimento e para podermos recuperar a região dos impactos que tivemos com a pandemia”.

A candidata socialista por Santarém destacou ainda a agricultura, a pecuária, a indústria, a transformação e o turismo como áreas ou setores a potenciar no distrito de Santarém “uma boa região para viver, investir, visitar e sermos uma região onde as pessoas são felizes”.

ÁUDIO | CANDIDATA DO PS MARIA DO CÉU ANTUNES:

Sobre o objetivo em termos de deputados a eleger, Hugo Costa referiu, lembrando que atualmente o PS tem 4 deputados eleitos por Santarém, que “o objetivo do PS é vencer e para o PS poder continuar a desenhar a sua política é preciso uma maioria clara que poderia ser possível com a eleição de mais um deputado para defender a nossa região e construir o nosso programa eleitoral”.

Estando em Sardoal, Hugo Costa adiantou que o PS aposta nos temas da Proteção Civil tendo em conta a questão florestal, bem como na questão do património cultural que considerou um desafio, tendo afirmado acreditar, que, num concelho que é liderado pelo PSD, num trabalho dos autarcas do PS no Sardoal “para nos ajudarem a trabalhar essas matérias”.

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Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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