João Ferreira esteve hoje no Entroncamento onde a CDU defendeu a produção de comboios para reduzir dependência externa. Foto arquivo: PCP

O dirigente comunista João Ferreira defendeu hoje a necessidade de Portugal conseguir produzir os comboios de que vai precisar nos próximos anos, apresentando uma proposta da CDU de três mil milhões de euros em investimento.

De visita às oficinas da Comboios de Portugal (CP), no Entroncamento, João Ferreira, que é até quarta-feira o ‘rosto’ da campanha eleitoral da CDU, considerou necessário que o país “readquira muita da capacidade que perdeu ao longo dos anos, não só na manutenção, mas fundamentalmente na produção de comboios”.

O membro da Comissão Política do Comité Central do PCP circulou por entre as diferentes composições que estavam para manutenção na oficina, cumprimentou vários trabalhadores e ouviu as diferentes preocupações, que nalguns casos se converteram em palavras de apoio à coligação.

“Está colocado este desafio ao país”, considerou, depois da visita, recordando que já houve uma “empresa pública nesta área, aliás, muitos dos comboios que ainda hoje” circulam nas diferentes linhas “foram produzidos numa empresa pública”.

A olhar para o futuro, o antigo eurodeputado comunista disse que “nos próximos anos, Portugal vai precisar de comprar centenas de comboios”.

“A grande questão é se o vamos fazer ao estrangeiro ou se vamos criar condições para produzir em Portugal os comboios de que vamos precisar”, acrescentou.

Para isso, a CDU propõe um programa de investimento até 2035 de três mil milhões de euros para criar condições para a construção de composições, nomeadamente nas instalações do Entroncamento, de Guifões (Matosinhos) e no Barreiro.

O dirigente comunista criticou também as “teses liberais” que, na sua opinião, preferem que Portugal se transforme “numa estância turística” para os países da Europa Central, sem capacidade de produção.

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

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