Fabíola Cardoso, candidata à Assembleia da República do BE pelo círculo eleitoral de Santarém, reuniu com a SOS Animal para “conhecer o espaço e o trabalho daquela Organização Não Governamental, que está a desenvolver esforços para a criação de um Santuário Animal no concelho de Santarém”.
Após o encontro, Fabíola Cardoso afirmou que o “respeito e o amor pelos animais têm que ser vertidos em políticas públicas” e relembrou que “os decisores políticos, eleitos pelas pessoas, têm obrigações de acompanhar as maiorias sociais, pelo que os direitos e o bem-estar animal não podem ser esquecidos após as campanhas eleitorais”.
A candidata do Bloco de Esquerda relembrou que “o partido tem trabalho legislativo feito na matéria e elencou algumas das propostas para o próximo mandato: fim dos financiamentos públicos, diretos ou indiretos, para as atividades tauromáquicas; inclusão das associações de proteção de animais na lei do mecenato; consagração da figura do animal comunitário; atribuição de competência exclusiva ao Instituto de Conservação da Natureza e Florestas no âmbito das atividades cinegéticas; reconversão de praças de touros em espaços culturais; interditar a prática de tiro a animais criados em cativeiro”.
Mais médicos de família no Ribatejo e reforço da saúde mental
No âmbito da campanha eleitoral, a candidata esteve também reunida com o Conselho de Administração do Hospital Distrital de Santarém, na quinta-feira. A bloquista fez-se acompanhar por Bruno Vieira, eleito do BE na Assembleia Municipal de Cartaxo, e Teresa Nascimento, eleita do BE na União de Freguesias da cidade de Santarém.
No final da reunião, Fabíola Cardoso mostrou-se satisfeita pela oportunidade de debater o estado do SNS no distrito e garantiu que “só o Bloco de Esquerda tem capacidade e vontade suficientes para defender serviços de Saúde de qualidade para todos”, lê-se em nota de imprensa.
Classificou como “urgente a necessidade de aprovar e implementar as políticas que há muito o Bloco vem defendendo e apresentando”. No entanto, continuou Fabíola, “o governo do PS mantém os lucros dos operadores privados da Saúde, que parasitam o SNS e desviam uma verba significativa do serviço público”.
Para a bloquista é importante “garantir um médico de família para todas as pessoas, eliminar as taxas moderadoras, contratar profissionais onde as listas de espera são longas, assegurar carreiras dignas para os profissionais de saúde, aumentar o número de vagas para formação em Medicina Geral e Familiar e reforçar a autonomia da gestão hospitalar”.
Pediu ainda “o reforço dos serviços de saúde mental, com as devidas dotações de meios humanos e técnicos”. Para a candidata, “só desta forma podemos fazer com que a saúde mental deixe de ser o parente pobre do SNS”, bem como se revelarão “valências fundamentais para responder às consequências originadas pelo longo período pandémico em que vivemos”.
