Bloco de Esquerda em ação de campanha para as eleições legislativas a 30 de janeiro de 2022. Créditos: DR

Fabíola Cardoso, candidata do Bloco de Esquerda à Assembleia da República pelo distrito de Santarém, reuniu com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, em Torres Novas. Helena Pinto, ex-vereadora da Câmara Municipal de Torres Novas e ex-deputada do BE, e Armindo Silveira, ex-vereador do Bloco na Câmara Municipal de Abrantes, integraram a comitiva bloquista, no âmbito da campanha para as eleições legislativas que decorrem no próximo domingo, 30 de janeiro.

Para a candidata do BE “as políticas do governo PS demonstraram-se insuficientes na resposta ao SNS”. A atual deputada garante que “só graças aos esforços dos profissionais de Saúde foi e é possível continuar a responder às necessidades da população, que, frequentemente, se depara com falta de meios”, lê-se em nota de imprensa.

Na oportunidade, explicou que “o Bloco de Esquerda quer o aumento do investimento no SNS em percentagem do PIB, para acabar com o subfinanciamento crónico, e a desburocratização do SNS, para unificar sistemas de informação e colocar em rede os hospitais e os cuidados primários”.

A atual situação no Centro Hospitalar do Médio Tejo, segundo a candidata do Bloco de Esquerda, “demonstra que é urgente criar condições para preencher as vagas de especialidades médicas”. A bloquista lamenta que “o PS tenha demonstrado resistência a implementar medidas concretas, que estanquem a sangria do nosso serviço de saúde, o que inclui a reforço das especialidades médicas e do serviço de urgência no Médio Tejo”.

Bloco de Esquerda em ação de campanha para as eleições legislativas a 30 de janeiro de 2022. Créditos: DR

Depois de reunir com PSP, BE propõe fim dos congelamentos salariais

Na terça-feira, dia 25, o BE reuniu com o Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública. Além da candidata, os bloquistas fizeram-se representar por Bruno Vieira, eleito do BE na Assembleia Municipal de Cartaxo, Jéssica Vassalo, eleita na Assembleia de Freguesia de Achete, Azóia de Baixo e Póvoa de Santarém, e Diogo Vital.

A candidata do BE pelo circulo eleitoral de Santarém relembrou que “os agentes da PSP, tal como outros trabalhadores da função púbica, perderam muito poder de compra”. A candidata exemplificou: “há oficiais da PSP que registaram menos 400 euros de perda acumulada de poder de compra!”. Para a bloquista é inconcebível que “em 2020, os salários da função pública eram 10% inferiores aos de 2010, em regra”.

Em declarações à comunicação social, Fabíola Cardoso afirmou que “o Bloco de Esquerda apresenta-se com propostas claras para valorizar os serviços públicos” e relevou o aumento salarial anual mínimo ajustado à inflação, bem como aumentos reais no quadro da valorização da Administração e serviços públicos.

“Outro problema abordado na reunião com a PSP, foi o da violência doméstica”, afiançou Fabíola Cardoso. A candidata relembrou que “entre 2004 e 2020, foram assassinadas 569 mulheres” e que “todos os dias, a desigualdade entre homens e mulheres se pode verificar nos salários, uma vez que, em média, a mulher aufere menos 200 euros do que o homem”.

A candidata por Santarém explicou que “o Bloco quer fiscalizar e sancionar desigualdade salarial, tal como quer reforçar o apoio às vítimas de qualquer tipo de violência de género, incluindo a violência doméstica”. Para a bloquista “ainda há um longo caminho a percorrer para salvaguardarmos os interesses das vítimas, principalmente nos direitos ao trabalho, à habitação, educação e segurança social”.

A comitiva bloquista foi recebida pelos comandante e 2ª comandante do Comando Distrital de Santarém, respetivamente, superintendente Paulo Quinteiro e intendente Vera Sousa.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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