Uma vez mais, partiste antes do jogo acabar. Alguém te retirou antes do tempo. Já nos nossos velhos tempos era assim. Corrias, por vezes, mais do que alguns. Esforçavas-te mais do que outros. Mas, ou ficavas no banco, ou saías antes do jogo acabar. Sem uma lamúria, sempre com aquele sorriso de quem sofre com os outros e pelos outros.
Com o tempo, foste ganhando outros jogos e outras corridas. E o tempo rolou…
Depois, depois foram anos e anos sem te ver ou te falar. Até que um dia, alguém me disse que tinhas tropeçado na vida. Mas que te tinhas conseguido levantar. Liguei-te, e percebi que não estavas à espera. Acredita que nem eu. Foi, então, a última vez que falámos.
Agora, assim de supetão, partiste antes do jogo acabar. Não é justo, Ernesto. Nem para ti, nem para os teus.
Não me despedi de ti, da forma como é normal que se faça. Dei um abraço ao Zé Tó, que sei “que to fez chegar”. De resto, ficam-me as memórias. As boas memórias de um Bom Amigo. Dos do peito e de perto. Porque de longe se faz perto.
Até sempre, meu ‘Bom Ernesto’…
adelino (zé guido)
11 maio 2018
