O Instituto Politécnico de Tomar (IPT) acaba de lançar um curso profissional diferenciador dedicado à produção de espetáculos. Com inscrições já abertas, o Curso Técnico Superior Profissional em Tecnologia da Produção nas Artes do Espetáculo vai contar com a experiência e saber de Carlos Moisés (docente e músico) e João Simões Tomaz, professor doutorado do IPT, que nos explicaram o que vai ser este curso, a quem se destina e as saídas profissionais do mesmo.
O Curso Técnico Superior Profissional em Tecnologia da Produção nas Artes do Espetáculo pretende formar técnicos superiores profissionais que exerçam todas as ações necessárias à criação, planeamento e organização das produções a realizar. Estas, podem enquadrar atividades como a mediação entre a entidade produtora, os artistas e as equipas técnicas, bem como a organização e controlo das peças que compõem a própria produção, desde a montagem de camarins e estruturas de apoio logístico, como de aparelhos interativos (som e luzes).
As atividades principais do curso são as de planear e coordenar a vertente técnica da produção nas artes do espetáculo (luz, som, imagem, cenário e figurino), coordenar ações de dinamização de instituições culturais (bandas, grupos corais, grupos de teatro, associações culturais, etc.), e elaborar programas de artes do espetáculo apropriados aos contextos onde se inserem (museus, centros culturais, teatros, etc.), entre outras.
O mediotejo.net esteve à fala com João Simões Tomaz e Carlos Moisés, dois dos professores deste Curso Técnico Superior Profissional em Tecnologia e Produção nas Artes do Espetáculo.

mediotejo.net – Quais componentes destacariam deste curso e qual a sua viabilidade profissional?
João Tomaz: Este curso destaca-se pela sua forte componente prática e tecnológica. Os alunos terão formação em tecnologias de som, luz, imagem e cenografia, bem como será abordada a questão, cada vez mais premente, da produção e da programação cultural através do apoio à organização e gestão dos eventos. A viabilidade profissional é alta, pois a indústria do entretenimento está em constante crescimento e há uma grande procura por profissionais qualificados capazes de gerir e executar produções de qualidade.
Qual é o público-alvo e quais as características dos potenciais frequentadores do curso?
João Tomaz: O curso destina-se a toda a gente que tenha pelo menos o 12º ano. Sugerimos é que os potenciais inscritos tenham interesse nas artes do espetáculo e na tecnologia, além de uma predisposição para o trabalho em equipa e a criatividade. Podem candidatar-se igualmente os maiores de 23 anos.
Que tipo de aulas serão ministradas e que competências os alunos adquirirão?
Carlos Moisés: As aulas serão teórico-práticas, incluindo workshops, laboratórios e estágios. Os alunos irão adquirir competências em planeamento e organização de produções, manuseio de equipamentos de som e luz, elaboração de programas culturais e gestão de eventos artísticos e culturais. Desenvolverão, também, competências de comunicação e trabalho em equipa.
Carlos Moisés, o que o levou a aceitar dar aulas neste curso, e quais disciplinas vai lecionar?
Carlos Moisés: Aceitei o desafio porque acredito na importância de formar profissionais qualificados para a indústria do entretenimento, que é uma área de grande impacto cultural e económico. Vou lecionar disciplinas relacionadas com a assessoria e produção dos espetáculos e coordenar a componente prática do curso.
Quais são as saídas profissionais conferidas pelo curso?
João Tomaz: Os alunos formados por nós podem trabalhar como técnicos de som e luz, assistentes à gestão e produção de eventos culturais, prestar apoio à coordenação de projetos artísticos e culturais, entre outras funções. Eles podem atuar em teatros, estúdios, empresas de eventos, associações culturais e até mesmo acompanhar bandas em tournées.
Qual a duração do curso e qual é o horário das aulas?
João Tomaz: O curso tem a duração de dois anos, totalizando 3.240 horas, e inclui um estágio de 30 créditos no último semestre. As aulas são em horário diurno, mas estamos a considerar a possibilidade de oferecer horários pós-laborais no futuro para atender a um público mais amplo. Estudamos também a hipótese de estabelecer conteúdos em formato microcredenciação, promovidos sobretudo através de MOOC. Isto irá permitir que o aluno avance ao seu ritmo, e não seja obrigado a deslocar-se continuamente à escola, e ainda conseguir oferecer formação que vá especificamente ao encontro das necessidades do setor.
A quem se dirige especificamente o curso? É aberto a todas as idades?
Carlos Moisés: O curso é dirigido principalmente a jovens e adultos que desejam ingressar ou requalificar-se na área das artes do espetáculo, ou seja, qualquer pessoa interessada, independentemente da idade, pode candidatar-se, desde que cumpra os requisitos de entrada.
Que características e aptidões devem ter os alunos do curso?
João Tomaz: Os alunos devem ser criativos, organizados, gostar de trabalhar em equipa e ter um forte interesse pelas artes e pela tecnologia. A capacidade de adaptação e a vontade de aprender continuamente são essenciais para ter sucesso nesta área.
Pode dar exemplos concretos de saídas profissionais e do que os alunos podem esperar?
João Tomaz: Os alunos podem esperar trabalhar em teatros, como técnicos de som e luz, em estúdios de gravação, na produção de eventos culturais e em empresas de produção artística. Também há a possibilidade de acompanhar bandas em tournées, auxiliando na montagem e operação de equipamentos, garantindo que tudo corra bem durante os espetáculos. Podem também atuar na assessoria e apoio à organização de eventos, uma execução profissional e bem-sucedida.
Podem candidatar-se ao acesso aos cTeSP:
. Os titulares de um curso de ensino secundário ou de habilitação legalmente equivalente;
. Os titulares de um curso de ensino secundário profissional de Nível 4;
. Os titulares de um diploma de especialização tecnológica (CET);
. Os titulares de um grau de ensino superior que pretendam a sua requalificação profissional;
. Os candidatos que tenham sido aprovados nas provas especialmente adequadas destinadas a avaliar a capacidade para frequência do ensino superior dos maiores de 23 anos.
Pode obter mais informações sobre este curso profissional AQUI, na página do IPT.
